Qual é a língua mais antiga ainda falada no mundo?

Qual é a língua mais antiga ainda falada no mundo?

Ler Resumo

Introdução
Qual a língua mais antiga do mundo? É uma pergunta complexa, já que idiomas evoluem e não têm datas exatas de nascimento. Exploramos os principais candidatos, como o Tâmil, Grego, Chinês, Hebraico, Aramaico e o enigmático Basco, revelando suas histórias milenares e como se mantiveram vivos.

A dificuldade em definir a “idade” de uma língua.
Tâmil: o forte candidato com 2.300 anos de registros e poucas mudanças.
Grego e Chinês: línguas muito antigas, mas que evoluíram drasticamente.
Hebraico e Aramaico: histórias de abandono e ressurreição, e o idioma de Jesus.
Basco: a misteriosa língua isolada da Europa, talvez com mais de 5 mil anos.

Este resumo foi útil?

👍👎

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Esta é uma pergunta difícil de responder porque línguas não têm datas de nascimento e de morte – e mudam drasticamente ao longo do tempo.
O português, por exemplo, é descendente do latim, mas não há uma data exata em que um idioma se tornou o outro. Da mesma forma, um americano dificilmente entenderia o inglês do século 11 – mesmo sendo, em teoria, a mesma língua. 

Além disso, as estimativas mais precisas são feitas a partir de registros por escrito. Uma língua pode ter sido falada por milênios antes de começar a ser escrita.

Feitas as ressalvas, há alguns bons candidatos. A língua tâmil é falada por quase 90 milhões de pessoas hoje, no sul da Índia, no Sri Lanka e em Singapura. Os registros por escrito mais antigos desse idioma datam de 2.300 anos.

Por que o Irã abandonou o nome Pérsia?

Continua após a publicidade

Surpreendentemente, o tâmil moderno ainda tem semelhanças com a língua dos textos literários antigos. O idioma mudou, claro, mas menos do que se esperaria em uma história de dois milênios. Por isso, ele costuma levar o título.
As primeiras formas do idioma grego apareceram há 3,5 mil anos; já os registros mais antigos por escrito do chinês têm 3,2 mil anos. Dessa forma, eles são mais antigos que o tâmil. No entanto, eles são bem diferentes das línguas ainda faladas hoje na Grécia (14 milhões de falantes) e na China (1,4 bilhão de falantes, contando com suas variações).
O idioma hebraico tem uma cronologia curiosa: seus registros mais antigos remontam ao século 10 a.C. A língua, no entanto, foi abandonada no uso cotidiano entre os séculos 2 d.C. e 4 d.C., ficando restrita apenas a contextos religiosos. No século 19, um amplo movimento conseguiu “ressuscitar” a língua em uma versão moderna, que hoje é falada por cerca de 10 milhões de pessoas em Israel. 

Continua após a publicidade

Parente do hebraico, o aramaico é uma língua semítica falada há pelo menos três mil anos – e foi, inclusive, o idioma de Jesus Cristo. Hoje, cerca de 1 milhão de pessoas ainda conversam em aramaico, quase todos da etnia assíria, em países como Iraque, Síria e EUA. 
O egípcio antigo, falado pelos faraós, foi uma das mais importantes da Antiguidade e também uma das mais registradas ao longo da História. Ela passou por várias fases e sobrevive, de certa forma, por meio do copta, considerado o último estágio desse idioma.
O copta surgiu a partir do século 3 d.C. Hoje, não há falantes nativos – os 120 milhões de egípcios falam uma variante do árabe. Mas a língua ainda tem uso litúrgico na Igreja Católica Copta e na Igreja Ortodoxa Copta, de modo que alguns padres e sacerdotes seguem aprendendo a ler e escrever no idioma (tal como o latim permanece na Igreja Católica Romana).

Continua após a publicidade

Por fim, um último candidato a ser citado é o idioma basco, falado por 800 mil pessoas no País Basco, região no norte da Espanha. Ela é uma língua isolada – não tem nenhum parente conhecido –, a única do tipo de toda a Europa.
Não se sabe há quanto tempo o basco é falado, nem sua origem exata. Mas a hipótese mais aceita é que ela pode ser a última sobrevivente das línguas faladas no continente antes da chegada do proto-indo-europeu, que deu origem à enorme família linguística indo-europeia, que inclui as línguas latinas, germânicas, celtas, eslavas e até o persa do Irã e o hindi da Índia. Se for o caso, é possível que esse enigmático idioma esteja vivo há mais de 5 mil anos. 
Pergunta de Robson Falcão, via email
AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Toda sexta, uma seleção das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.

Inscreva-se aqui

Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters pela manhã de segunda a sexta-feira.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *