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Introdução
O El Niño está de volta e pode ser “muito forte”, com 96% de chances de se desenvolver até dezembro. Este fenômeno natural, intensificado pelo aquecimento global, ameaça trazer eventos climáticos extremos como enchentes e secas, impactando o Brasil e o mundo. Entenda os riscos e o que esperar.
Volta iminente: El Niño tem 96% de chances de se desenvolver até dezembro.
Alto risco de intensidade: 37% de probabilidade de ser um “Super El Niño” (muito forte).
Impacto global: Ameaça aumentar eventos extremos como enchentes, incêndios e secas.
Consequências no Brasil: Previsão de secas no Norte/Nordeste e chuvas intensas no Sul.
Aquecimento global: O fenômeno natural tem seus efeitos intensificados pela ação humana no clima.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O El Niño, fenômeno climático que aumenta temporariamente a temperatura global, está voltando. E, dessa vez, ele pode vir de forma especialmente forte, o que aumenta as chances de eventos climáticos extremos pelo mundo, como enchentes e incêndios.
Há 82% de chances do fenômeno ocorrer entre maio e julho deste ano, segundo a mais nova atualização da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA), uma instituição de pesquisa federal dos Estados Unidos. Até dezembro, as chances de ele se desenvolver são de 96%. Ou seja: sua chegada está quase certa. O que ainda está em aberto é sua intensidade.
Segundo o mesmo relatório, há 37% de chances de esse El Niño ser do tipo “muito forte”. Nessa categoria, chamada às vezes de “Super El Niño” de forma não oficial, as águas do Pacífico aumentam 2 ºC ou mais de sua temperatura normal, e os eventos climáticos extremos ficam mais frequentes e ainda mais extremos.
O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para a tragédia ambiental no Rio Grande do Sul, com recorde de enchentes, e também trouxe seca e fome para o sul da África, além de ter ajudado a colocar 2024 no topo da lista de anos mais quentes já registrados pela humanidade. E ele nem foi considerado um “super” pela maioria das agências climáticas. O mais recente desse tipo aconteceu em 2015 e 2016.
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“O Menino” é um fenômeno climático natural e complexo que ocorre em intervalos de dois a sete anos. De forma simplificada, ele acontece quando as águas equatoriais do oceano Pacífico esquentam anormalmente por causa de mudanças no padrão dos ventos.
O fenômeno oposto é causado pelo resfriamento dessas mesmas águas e é conhecido como “La Niña”. Esses irmãos se intercalam em intervalos mais ou menos irregulares, com períodos considerados “neutros” entre eles.
Acompanhar a temperatura das águas do Pacífico é, então, uma forma de tentar prever os fenômenos. Quando elas começam a esquentar, como é o caso agora, indicam que um El Niño está chegando. Quanto mais temperatura, mais intensos tendem a ser seus possíveis efeitos.
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É difícil cravar as datas e a intensidade desses eventos, claro, e por isso cientistas usam probabilidades em porcentagens para falar sobre o El Niño. Institutos de pesquisa diferentes podem ter resultados distintos, dependendo da metodologia.
Atualmente, estamos em condições “neutras”, sem El Niño ou La Niña. A última La Niña, considerada fraca, acabou em 2025 após poucos meses de duração.
Ainda não se sabe se o El Niño que está chegando em 2026 será intenso. As previsões apontam que as chances de ele ser “forte” ou “moderado” são quase as mesmas de ser “muito forte”. Há muitos fatores na conta que são difíceis de prever, como os padrões de vento, que podem alterar o cenário nos próximos meses. Novas atualizações devem refinar as previsões nos próximos meses.
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Se um “super El Niño” de fato chegar, as consequências podem ser muito negativas – e imprevisíveis. Apesar de o fenômeno ser natural e ocorrer há milhares de anos, o aquecimento global causado pelos humanos intensifica seus efeitos.
Áreas distintas do globo sofrem de efeitos diferentes em épocas de El Niño. Algumas enfrentam secas – é o que tende a acontecer no Norte e Nordeste brasileiros. Outras passam por chuvas intensas e riscos de enchentes, como no Sul do Brasil. Quanto mais forte um El Niño, mais provável é a ocorrência de eventos extremos, com consequências possivelmente desastrosas.
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