Ler Resumo
Introdução
Uma ameba recém-descoberta, apelidada de “ameba de fogo”, quebrou um recorde científico de 50 anos, demonstrando capacidade de se reproduzir a 63 ºC e sobreviver em temperaturas ainda mais elevadas. Essa descoberta desafia a crença de que formas de vida complexas não resistem a mais de 60 ºC.
Ameba quebra recorde de 50 anos de vida em altas temperaturas Reprodução a 63 ºC e sobrevivência a 64 ºC Ameba de fogo é um eucarionte, considerada vida complexa Descoberta em águas termais do Parque Nacional de Lassen Volcanic Estudo busca entender mecanismos genéticos da resistência ao calor
Este resumo foi útil?
👍👎
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em 1972, dois cientistas escreveram um artigo argumentando que formas de vida complexas não conseguiriam sobreviver e se reproduzir em temperaturas acima de 60 ºC. Por mais de 50 anos, essa regra se manteve de pé.
Agora, porém, cientistas da Universidade de Syracuse, nos EUA, descobriram uma ameba que consegue se reproduzir a 63 ºC e se mantém viva e em movimento até 64 ºC, quebrando todos os recordes anteriores.
Trata-se da espécie Incendiamoeba cascadensis, apelidada de “ameba de fogo”. Ela foi encontrada em águas termais do Parque Nacional de Lassen Volcanic, na Califórnia (EUA), e descrita num novo artigo publicado no periódico científico Cell.
Continua após a publicidade
Alguns seres vivos simples, como bactérias e as chamadas arqueas, conseguem sobreviver e se reproduzir em temperaturas altíssimas, ultrapassando até os 100 ºC (limiar em que a água começa a ferver). Mas esses seres unicelulares são procariontes – formados por células primitivas, que não têm, por exemplo, um núcleo definido para proteger e armazenar seu material genético.
Ovelha-folha: esse pequeno animal do fundo do mar faz fotossíntese
Continua após a publicidade
Já os seres eucariontes têm células mais complexas, com núcleo definido. É o caso dos animais, por exemplo, e também das amebas – que, apesar de serem unicelulares e microscópicas, são mais complexas que as bactérias.
Achava-se que nenhum ser eucarionte conseguia viver acima dos 60 ºC, mas a nova ameba quebrou esse mito.
Continua após a publicidade
Além de se reproduzir até os 63 ºC e se manter móvel até os 64 ºC, ela também consegue suportar brevemente até os 70 ºC quando entra num estado de dormência, chamado de cisto.
Os cientistas sequenciaram e estudaram o genoma da ameba de fogo para tentar entender como ela suporta as temperaturas vulcânicas. Uma hipótese, com base nessa análise, é que ela tem mecanismos para manter suas proteínas e membranas mais estáveis, além de ferramentas para reparar proteínas danificadas. A ameba também parece ser capaz de adaptar seus comportamentos e sua velocidade de deslocamento quando as temperaturas se tornam excessivamente elevadas.
Continua após a publicidade
AS MAIS LIDAS DA SEMANA
Toda sexta, uma seleção das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.
Inscreva-se aqui
Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters pela manhã de segunda a sexta-feira.
