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Introdução
Uma pesquisa publicada na Science Advances revela que o Tiranossauro rex era de sangue quente, alcançando 36°C como humanos. Contrariando a ideia tradicional dos répteis, essa descoberta, baseada na análise de seus dentes fossilizados, redefine a compreensão sobre o metabolismo e comportamento desses predadores milenares.
T. rex era de sangue quente, não frio, como se pensava.
A temperatura corporal do T. rex chegava a 36°C, similar à humana.
Pesquisadores usaram dentes fossilizados como “termômetros pré-históricos”.
A descoberta sugere que T. rex era um predador ativo e com metabolismo acelerado.
Nova técnica pode ser expandida para outros dinossauros.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Uma das características mais marcantes dos répteis é ter o “sangue frio” – ou seja, dependem da temperatura do ambiente para regular a própria temperatura corporal. Mas nem sempre foi assim. Ao longo da história evolutiva, várias linhagens de répteis antigos desenvolveram a endotermia – o jeito científico de falar “sangue quente”.
É o caso do famoso Tiranossauro rex. Por décadas, alguns cientistas suspeitaram que o rei dos dinossauros tinha sangue quente. A hipótese ganhou força com achados indiretos: em 2022, uma pegada fossilizada no Alasca mostrou que esses predadores prosperavam em regiões onde a maioria dos répteis de sangue frio não sobreviveria.
Mas não havia indícios diretos de sua temperatura corporal – até agora. Um estudo publicado na revista Science Advances apresenta a primeira estimativa da temperatura corporal do T. rex. Ao contrário de répteis modernos, que tipicamente têm temperaturas corporais em torno de 28 °C a 30 °C, seus corpos chegavam a 36º C – assim como o dos humanos.
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O resultado não é, exatamente, uma surpresa. As aves modernas, por exemplo, são dinossauros que sobrevivem à extinção – e são seres endotérmicos. Por isso, cientistas já esperavam que outros grupos de dinossauros apresentassem esse traço.
Com a confirmação de que os T. rex seriam seres endotérmicos, pesquisadores começam a repensar a existência desses dinossauros, que viveram entre 69 milhões e 66 milhões de anos atrás. Um T. rex de corpo aquecido, por exemplo, reforça a ideia de que eles seriam predadores com metabolismo acelerado e ativo mesmo em climas frios.
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Assinaturas químicas
Para chegar até a temperatura corporal do dinossauro, pesquisadores utilizaram seus dentes fossilizados como um “termômetro pré-histórico”. Funciona assim: dentro da camada mais externa do dente, o esmalte, existem diferentes versões dos elementos carbono e oxigênio. Chamamos essas versões de isótopos.
Os isótopos formam ligações químicas entre si, e a quantidade de ligações depende diretamente da temperatura – temperaturas mais frias produzem mais ligações, enquanto temperaturas mais quentes produzem menos. Ao perfurar o esmalte e medir essas ligações, os autores conseguiram chegar à temperatura em que ele se formou, revelando assim a temperatura corporal do T. rex.
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O método é uma nova forma de examinar a questão. “A química do esmalte registra, de fato, a temperatura em que ele se formou e, 66 milhões de anos depois, podemos fazer a leitura disso usando essas medições”, diz Aradhna Tripati, autora do estudo, à Scientific American. “É a melhor alternativa a enfiar um termômetro no ‘traseiro’ de um T. rex, algo que, de qualquer forma, não iríamos querer fazer.”
Os pesquisadores passaram mais de uma década aperfeiçoando o método para tornar a medição possível. Até agora, a técnica foi usada em um punhado de espécies antigas, incluindo outros dinossauros, mamutes-lanosos e megalodontes. No futuro, eles pretendem expandir a análise para todos os dinossauros – incluindo muitos que ainda são considerados seres de sangue frio.
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