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Introdução
Os EUA admitiram publicamente ter posicionado armas espaciais na órbita da Terra, gerando reações da China e da Rússia. É a primeira vez que o país reconhece o uso de poderes bélicos no espaço, embora outras potências também explorem a capacidade bélica espacial, contornando o Tratado do Espaço Exterior.
EUA admitem pela primeira vez ter armas de controle espacial em órbita.
Secretário da Força Aérea Troy Meink não detalhou o armamento.
China e Rússia reagem, criticando a militarização do espaço.
Tratado do Espaço Exterior proíbe armas de destruição em massa, mas não convencionais.
A militarização do espaço é antiga e outras potências também investem em tecnologias bélicas espaciais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Os Estados Unidos admitiram ter posicionado armas espaciais na órbita da Terra nesta segunda-feira (14). Em conferência, o secretário da Força Aérea, Troy Meink, se recusou a explicar quais seriam esses armamentos, como eles funcionam e quando foram lançados em órbita. É a primeira vez que o uso de poderes bélicos no espaço é reconhecido publicamente pelo país.
“Hoje, continuamos a garantir que estamos prontos para enfrentar os desafios de ameaças em evolução, onde quer que elas existam”, disse Meink. “É por isso que os Estados Unidos agora dispõem de armas de controle espacial posicionadas na órbita da Terra, capazes de defender a força conjunta contra ações hostis de adversários.”
É praticamente um segredo aberto que os EUA, a Rússia e a China têm trabalhado em armas espaciais. Em teoria, esse novo tipo de armamento seria capaz de atacar sistemas espaciais em órbita (como sondas e satélites artificiais), atacar alvos na Terra a partir do espaço ou neutralizar mísseis pelo espaço.
Vários usos são possíveis. No entanto, muitas dessas armas ainda não estão tecnicamente “maduras” o suficiente. Para desenvolver sua capacidade, ainda no primeiro mandato, o presidente Donald Trump criou um novo ramo das Forças Armadas: a Força Espacial. Desde 2019, o setor se dedica a proteger os bens do país no espaço.
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Vale pontuar: a militarização do espaço não é invenção de Trump. Na verdade, ela é tão antiga quanto a própria corrida espacial. Assim que o satélite soviético Sputnik foi colocado em órbita, em 1957, Washington e Moscou começaram a explorar formas tanto de armar quanto de destruir satélites.
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Hoje isso acontece por baixo dos panos, já que, desde 1967, o Tratado do Espaço Exterior proíbe armas de destruição em massa no espaço. À época, em plena Guerra Fria, a principal preocupação dos países era que armas nucleares fossem posicionadas no espaço. Hoje, mais de 110 países fazem parte do tratado – incluindo EUA, Rússia e China.
Mas isso não impediu potências mundiais de explorar condições não abarcadas pelo tratado. Com margem para interpretação, o acordo não proíbe expressamente armas convencionais na órbita da Terra. Isso significa que armas antissatélite, sistemas de guerra eletrônica ou outros armamentos não são automaticamente proibidos.
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Apesar de negarem publicamente, países como China, Rússia, Índia, França, Reino Unido, Israel e as Coreias têm entrado na corrida para desenvolver tecnologias espaciais mais sofisticadas – e possivelmente sua capacidade bélica também.
Reação às armas espaciais
Em resposta ao anúncio americano, tanto a Rússia quanto a China, os maiores rivais sócio-políticos do país, se pronunciaram. O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que Washington estava “se preparando para uma guerra no espaço sideral” e disse ser contra transformar o espaço “em um campo de batalha”.
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Já em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a jornalistas que a Rússia acreditava “que o espaço deve estar livre de qualquer arma” e defendeu “a completa desmilitarização do espaço”.
Para especialistas, o anúncio deve tornar o espaço sideral um domínio cada vez mais disputado. Anteriormente, o governo americano já havia acusado a China e a Rússia de manobras militares no espaço, com o uso de técnicas de interferência para ameaçar satélites americanos – fato que ambos os países negam.
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