Análise de DNA de chihuahuas encontra genes de coiote

Análise de DNA de chihuahuas encontra genes de coiote

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Introdução
Uma nova pesquisa da Universidade de Stanford revelou que os chihuahuas, conhecidos por seu temperamento peculiar, compartilham segmentos de DNA com coiotes selvagens. Este achado intrigante pode explicar algumas características da raça e aponta para uma ancestralidade pré-colombiana, distinguindo-os de outros cães domésticos.

Chihuahuas são conhecidos pelo temperamento enérgico e peculiar.
Pesquisa de Stanford buscou explicações no DNA da raça.
Cães da raça chihuahua compartilham DNA com coiotes selvagens.
A técnica LAI foi usada para rastrear a ancestralidade dos chihuahuas.
A raça possui vestígios genéticos pré-colombianos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Apesar de pequenos e fofinhos, os chihuahuas são conhecidos pelo seu temperamento um tanto peculiar. Latidos, tremedeiras, muita energia e eventuais mordidas na canela dos humanos fazem parte do comportamento de muitos cães da raça. O motivo de tamanha atitude em animais de menos de três quilos, porém, ainda não foi totalmente compreendido pela ciência.
Uma nova pesquisa da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, decidiu procurar a resposta no DNA dos chihuahuas e encontrou algo intrigante: eles compartilham segmentos de DNA com coiotes selvagens. Os resultados foram publicados em julho no periódico científico Nature Communications.

A proposta dos pesquisadores era utilizar softwares com a técnica LAI (sigla em inglês para Inferência de Ancestralidade Local), que basicamente analisa o genoma da espécie e, depois, o compara com o de outros animais, buscando ancestrais comuns.

Eles investigaram o material genético dos chihuahuas e dos xolos, ambas raças de cães mexicanos. Estudos anteriores já haviam apontado que esses animais tinham características genéticas curiosas, que renderiam investigações futuras.

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A maioria dos cães domésticos do continente americano é descendente de espécies europeias introduzidas com a colonização e perdeu boa parte de seus resquícios pré-colombianos. Os xolos e chihuahuas, em contrapartida, ainda possuem em seu material genético vestígios de animais que viviam no continente antes da colonização.
Nos chihuahuas, essa ancestralidade era de cerca de 4% e, nos xolos, de 3%, mas não se sabia exatamente de que espécie ela vinha.

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A nova pesquisa não resolveu o enigma por completo, mas revelou que um desses ancestrais é o coiote selvagem, nativo da América do Norte. Diversos segmentos do material genético dos chihuahuas também foram encontrados nos coiotes.
Como e quando, exatamente, as linhagens dos chihuahuas e dos coiotes se encontraram não pode ser determinado com precisão. Isso pode ter ocorrido acidentalmente ou por meio de uma tentativa intencional de cruzamento das duas espécies. Mesmo assim, a principal hipótese é que as misturas genéticas tenham ocorrido com chihuahuas antes mesmo da colonização da América.

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Além disso, a pesquisa também não define quais características dos chihuahuas vêm, de fato, dos coiotes. Sobre a discrepância entre o tamanho das espécies, uma das hipóteses levantadas é que isso tenha ocorrido por meio da seleção de cachorros menores pelos próprios humanos ao longo da história.
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