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Introdução
Santa Catarina foi atingida por um raro tsunami meteorológico na manhã de segunda-feira (21). O fenômeno causou alagamentos, danos a propriedades e deixou pessoas ilhadas em Jaguaruna, Laguna e Imbituba. Diferente de um tsunami sísmico, o meteotsunami é gerado por mudanças atmosféricas bruscas, sendo difícil de prever.
Tsunami meteorológico atinge Santa Catarina.
Cidades costeiras sofrem com inundações e estragos.
Entenda a diferença entre tsunami e meteotsunami.
Dificuldade na previsão do fenômeno raro.
Histórico de meteotsunamis no Brasil e no mundo.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O Estado de Santa Catarina registrou, na manhã de segunda-feira (21), um fenômeno natural raro: um tsunami meteorológico. De acordo com a Defesa Civil do estado, por volta das 6 da manhã, o mar avançou de forma súbita nas áreas costeiras de Jaguaruna, Laguna e Imbituba, o que provocou alagamentos e surpreendeu os moradores dos municípios.
Há relatos de estragos consideráveis até agora, como vias com acúmulo de água e areia, danos em moradias e pessoas ilhadas. Em Laguna, na Praia do Cardoso, o avanço do mar atingiu o restaurante Brisa do Mar, enquanto pescadores da região relataram que a força da água arrastou redes de pesca e equipamentos. Não há registro de vítimas fatais até o momento.
O fenômeno, que também pode ser chamado de meteotsunami, ocorreu em meio a um clima instável que provocou temporais e ventos de mais de 100km/h no sul do Brasil. Em nota, o órgão de defesa diz que contabiliza 60 municípios com registros de ocorrências provocadas pelas chuvas intensas e ventos fortes que atingem o estado.
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Diferentemente dos tsunamis, que tem origem sísmica, os meteotsunami estão atrelados a algum sistema meteorológico, como linhas de instabilidade – faixas longas de tempestades que se movem rapidamente. Mudanças como essas estão associadas a alterações bruscas na pressão atmosférica, que, junto a ventos fortes, avançam rapidamente sobre o mar e formam uma grande onda que chega até a praia.
De onde vem o “cheiro de chuva”?
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Os meteotsunamis têm efeitos restritos a áreas específicas, pois não possuem a energia necessária para gerar tsunamis sísmicos significativos. Ao contrário de tsunami provocados por eventos geológicos, as mudanças atmosféricas bruscas normalmente interagem com o oceano durante um período de tempo limitado (de alguns minutos a várias horas). Tudo depende da velocidade e da intensidade da frente da tempestade.
Por depender de mudanças bruscas, inclusive, é difícil prever quando meteotsnunamis acontecem. De acordo com o Serviço Nacional Oceânico dos EUA, somente agora cientistas estão começando a compreender melhor o fenômeno, e, muitas vezes, suas características são confundidas com uma ressaca marítima causada pela mudança na pressão atmosférica.
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Sabemos, porém, com certeza que eles foram registrados poucas vezes no Brasil, sendo que cinco deles aconteceram recentemente em Santa Catarina: em 2016, em Araranguá; em 2019 em Palhoça; em 2023 em Laguna; e em 2024 em Jaguaruna e com impactos também na Argentina.
Também há registros de meteotsnunamis em quase todas as partes do globo, especialmente aquelas em costas oceânicas. A costa leste dos EUA, o Japão, a Austrália e a região do Mar Mediterrâneo são apenas alguns dos exemplos que podemos citar.
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Para os próximos dias em Santa Catarina, a Defesa Civil alerta que, com a passagem de uma frente fria, o tempo continuará instável em todo o estado, com previsões de temporais com chuva intensa, raios, rajadas de vento e queda de granizo. O risco é considerado muito alto para a destelhamentos, danos na rede elétrica, queda de galhos e árvores, alagamentos, enxurradas e deslizamentos nas áreas mais vulneráveis.
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