Yasukuni, o santuário da controvérsia nipo-sino-coreana

Yasukuni, o santuário da controvérsia nipo-sino-coreana

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A visita do ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, ao Santuário Yasukuni foi, como era de esperar, duramente recebida em Pequim e Seul. Realizada a 15 de Agosto, no 81º aniversário da rendição japonesa na Segunda Guerra Mundial, a visita provocou protestos da China e manifestações de profundo pesar por parte da Coreia do Sul.

O ministro indicou que a sua visita tinha em vista “apresentar as suas sinceras condolências aos espíritos heróicos que sacrificaram as suas preciosas vidas pela nação”. Porém, o gesto, que no Japão é apresentado como uma homenagem aos mortos de guerra, demonstra como a memória de um mesmo acontecimento histórico pode assumir significados radicalmente diferentes e continuar a condicionar as relações entre Estados.

A recente rixa diplomática entre o Japão e as suas vizinhas China e Coreia do Sul gira em torno do tratamento que as autoridades nipónicas dão ao simbólico Santuário Yasukuni. Pela história do país, o Santuário Yasukuni foi fundado em 1869, durante a era Meiji, e servia, inicialmente, para homenagear os mortos da Guerra Boshin, que levou à restauração do poder imperial.

Com o tempo, passou a consagrar os espíritos de cerca de 2,5 milhões de pessoas que morreram em guerras envolvendo o Japão, sobretudo militares. Yasukuni não é, porém, um simples memorial aos soldados japoneses mortos em combate. O local tem sido motivo de rixa diplomática entre Tóquio e os seus vizinhos ao longo dos anos.

A rixa ganhou uma dimensão muito maior quando, em 1978, foram ali consagrados secretamente 14 criminosos de guerra de Classe “A”, incluindo antigos dirigentes militares e políticos japoneses, condenados pelo TriYasukuni, o santuário da controvérsia nipo-sino-coreana bunal Militar Internacional para o Extremo Oriente. Tais criminosos tinham estado envolvidos na invasão e ocupação de partes da Ásia pelo Japão Imperial nas décadas de 1930 e 1940. .Leia mais…

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