Pegadas fossilizadas de 1,4 milhão de anos revelam que hominíneo extinto era maior do que se pensava

Pegadas fossilizadas de 1,4 milhão de anos revelam que hominíneo extinto era maior do que se pensava

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Introdução
Pegadas fossilizadas de 1,4 milhão de anos descobertas no Quênia revelam detalhes inéditos sobre o Paranthropus boisei. O estudo indica que esses hominíneos eram maiores do que se pensava e viviam em grupos de machos, sugerindo uma estrutura social complexa. Uma nova análise que redefine a compreensão da espécie.

21 pegadas de Paranthropus boisei foram descobertas no Quênia.
O tamanho dos hominíneos era significativamente maior que estimativas anteriores.
As pegadas sugerem que a espécie andava em grupos de machos.
Esse comportamento indica uma estrutura social complexa entre eles.
As pegadas datam do Pleistoceno Inferior, há 1,4 milhão de anos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Há cerca de 1,4 milhão de anos, um grupo de primatas da espécie Paranthropus boisei caminhava pelas margens do lago Turkana, no que é hoje o norte do Quênia. Foi lá que o grupo de hominíneos deixou 21 pegadas que sobreviveram intactas até hoje — e foram agora descritas em um artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Os cientistas descobriram novas informações sobre os Paranthropus boisei apenas pela análise das pegadas. O detalhe mais impressionante foi o tamanho da espécie – muito maior do que estimativas anteriores.

“O tamanho das pegadas indica portes físicos semelhantes aos dos humanos, de até 1,80 m de altura e cerca de 75 quilos”, disse Kevin Hatala, professor de biologia na Universidade Chatham e um dos autores do estudo, ao Smithsonian. Até então, estimava-se que os machos da espécie tivessem cerca de 1,31 m de altura e pesassem, em média, 49 kg. 

Ao que parece, esses hominíneos andavam acompanhados de outros machos – sem fêmeas ou jovens no grupo. Para os autores, o comportamento sugere uma estrutura social complexa entre a espécie: eles podem ter vivido em grandes grupos, onde os machos competiam por parceiras, mas toleravam uns aos outros para garantir segurança em um ambiente perigoso. Essa, no entanto, é apenas uma hipótese.
Os rastros fossilizados não são novos. Eles foram encontrados ainda em 1978, quando a geóloga Kay Behrensmeyer notou uma marca funda e arredondada durante uma escavação na região. Mas a nova equipe de pesquisadores voltou a se debruçar sobre as pegadas e encontrou as informações inéditas sobre os Paranthropus boisei. 

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Evolução dos humanos acelerou nos últimos 10 mil anos

Desvendando as pegadas
Às margens do Lago Turkana, viviam também diversos animais, incluindo crocodilos e elefantes. Na mesma época, o Paranthropus boisei dividia o ambiente com o Homo erectus, um ancestral mais próximo dos seres humanos modernos e também dos nossos primos extintos, os neandertais e denisovanos.
A princípio, arqueólogos acreditavam que as pegadas podiam pertencer aos seres do gênero Homo, que por muito tempo foram categorizados como significativamente maiores do que os Paranthropus boisei. No entanto, os autores puderam atribuir as pegadas à espécie com base no formato de seus pés e no modo de andar. 

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A equipe utilizou cinzas vulcânicas presentes nas rochas ao lado para datar as pegadas. Eles concluíram que elas são do período do Pleistoceno Inferior, há cerca de 1,43 milhão de anos. Acredita-se que o Paranthropus boisei tenha sido extinto um pouco depois, há cerca de 1,2 milhão de anos, possivelmente por causa de mudanças climáticas que podem ter afetado sua oferta de alimentos. 
As pegadas recém-descritas integram um conjunto de centenas de rastros descobertos ao longo da margem do Lago Turkana, depositados ao longo de um período de mais de 100 mil anos. Para Behrensmeyer, entender melhor a geologia que preservou esses vestígios pode ajudar a explicar por que os hominíneos locais frequentavam a região de Turkana, à beira do lago.
A equipe retornará ao Quênia ainda este ano para continuar investigando esses sítios.
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