Meta teria usado IA para escolher quais funcionários demitir

Meta teria usado IA para escolher quais funcionários demitir

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Introdução
A Meta enfrenta um processo de ex-funcionários que alegam que os 8.000 desligamentos recentes foram decididos por algoritmos de IA, não por gestores. A acusação detalha como o sistema ignorou licenças médicas, incluindo uma demissão dias antes do parto. A Meta nega, mas o caso joga luz sobre o uso da IA e seus impactos trabalhistas.

Ex-funcionários processam a Meta por demissões em massa supostamente decididas por inteligência artificial.
Sistemas de IA, como o ‘Metamate’, teriam sido usados para quantificar a atividade e selecionar quem seria desligado.
Ações judiciais apontam que licenças médicas e maternidade foram desconsideradas ilegalmente pelos algoritmos.
O caso reacende o debate sobre a ética e os impactos da IA nas relações de trabalho e direitos dos empregados.
A Meta nega as acusações, afirmando que todas as decisões sobre a força de trabalho são tomadas por humanos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A Meta, dona do Facebook e do Instagram, demitiu cerca de 8000 pessoas, 10% do seu total de funcionários, este ano. E essas demissões podem ter sido decididas não por humanos, mas por um conjunto de algoritmos de IA. É o que afirma um grupo de 26 funcionários e ex-funcionários da empresa, que estão processando a Meta na Justiça dos EUA. 
“A Meta não montou a lista de demissões por meio do julgamento de gestores que conheciam o trabalho. Em vez disso, empregou uma constelação de sistemas próprios de inteligência artificial – incluindo um sistema conhecido internamente como ‘Metamate’, agentes de ‘segundo cérebro’ treinados pelos funcionários, dados de digitação e monitoramento de atividade e painéis de uso de tokens [ranking que mostra quanta IA cada empregado usou em seu trabalho]“, afirma o processo, cujos autores têm os nomes mantidos em segredo pela Justiça.

Segundo a acusação, o processo foi especialmente danoso para funcionários que estavam em licença médica, pois não levou isso em conta – os algoritmos simplesmente quantificaram a atividade de cada pessoa e escolheram quem iria ser demitido. É o caso dos 26 autores do processo, que haviam tirado alguma licença de 2024 para cá. 

Uma dessas pessoas é uma pesquisadora da empresa que teria sido demitida durante a licença maternidade, apenas dois dias antes do parto. Nos EUA, assim como no Brasil, isso é proibido pela legislação. 
As supostas demissões por IA podem representar uma nova onda de degradação das relações trabalhistas, já recentemente abaladas pela popularização das entrevistas de emprego por IA – nas quais, em vez de falar com um recrutador humano, o candidato é obrigado a “conversar” com um bot.  
Procurada pela mídia dos EUA, a Meta negou que tenha usado IA para decidir quem iria ser demitido. “As alegações carecem de mérito e não são baseadas em fatos. As decisões organizacionais e de gerenciamento da força de trabalho forma e são feitas por pessoas, não IA”, declarou a empresa ao site Ars Technica.

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