Cientistas descobrem atmosfera em exoplaneta parecido com a Terra

Cientistas descobrem atmosfera em exoplaneta parecido com a Terra

Ler Resumo

Introdução
Cientistas de Harvard fizeram uma descoberta inédita: a primeira detecção de atmosfera em um exoplaneta rochoso dentro de uma zona habitável. O planeta, LHS 1140 b, a 48 anos-luz da Terra, possui condições que podem sustentar vida. Entenda como essa descoberta revoluciona a busca por vida extraterrestre.

Descoberta inédita: primeira atmosfera detectada em exoplaneta rochoso.
LHS 1140 b, a 48 anos-luz, está em zona habitável de estrela anã vermelha.
Pesquisadores de Harvard confirmaram atmosfera rica em hélio.
A camada de gases pode ter persistido por mais de 3 bilhões de anos.
Um passo gigante na busca por planetas com potencial para vida.

Este resumo foi útil?

👍👎

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Há décadas cientistas buscam por planetas com condições propícias ao desenvolvimento da vida. Eles tentam encontrar mundos com características semelhantes às da Terra. Já foram identificadas zonas habitáveis em outros sistemas estelares e mais de 6 mil exoplanetas (planetas que não orbitam o Sol, e sim outra estrela).
Há, inclusive, exoplanetas rochosos localizados em zonas habitáveis. Mas nenhum reúne um conjunto de condições suficiente para realmente se parecer com a Terra. Afinal, para sustentar vida como a conhecemos, um planeta precisa ser rochoso, ter água líquida na superfície (o que exige uma temperatura moderada) e, o mais difícil, conseguir manter uma atmosfera, que é a camada de gases presa ao redor do planeta pela gravidade.

Ela é importante porque ajuda a regular o clima, protege a superfície do planeta da radiação e desempenha um papel essencial na manutenção das condições necessárias para a vida. Até agora, nenhuma atmosfera havia sido detectada em um exoplaneta. 

Mas isso acaba de mudar. Pela primeira vez, cientistas detectaram um planeta rochoso com atmosfera em uma zona habitável de outra estrela. O marco foi alcançado por pesquisadores da Universidade Harvard e publicado no dia 16 de julho no periódico científico Science.
Não foi encontrada vida no planeta, mas sim os fatores essenciais para que ela possa surgir.

Continua após a publicidade

Trata-se do exoplaneta LHS 1140 b, descoberto em 2017. Ele está localizado na zona habitável de uma estrela anã vermelha, a cerca de 48 anos-luz da Terra. Estrelas anãs vermelhas costumam emitir muita radiação e produzir erupções intensas, capazes de destruir a atmosfera de planetas próximos. Mas essa estrela, em específico, é menos ativa, o que permite que o planeta retenha essa camada de gases.
Para detectar a atmosfera do planeta, os pesquisadores utilizaram um modelo teórico desenvolvido por Collin Cherubim, principal autor do estudo. O modelo estima como seria a atmosfera de um planeta e indicou que o LHS 1140 b teria uma atmosfera superior rica em hélio, escapando lentamente para o espaço.
Para confirmar a hipótese, a equipe utilizou o espectrógrafo WINERED. O instrumento detectou justamente esse hélio escapando ao redor do planeta, confirmando que ele estava sendo retido por uma atmosfera.

Continua após a publicidade

Artemis III: como será a próxima missão lunar, prevista para 2027?

“Collin analisou os planetas que conhecíamos e previu que este teria uma atmosfera de hélio. Em seguida, organizou o tempo de observação com telescópios, obteve os dados e a detecção foi estatisticamente sólida como uma rocha”, afirma David Charbonneau, chefe do Departamento de Astronomia da Universidade Harvard.
Segundo o estudo, essa atmosfera provavelmente existe há mais de 3 bilhões de anos.

Continua após a publicidade

Ainda há diferenças fundamentais entre os dois planetas. O LHS 1140 b é mais frio que a Terra e também é maior e mais massivo. Além disso, completa uma volta ao redor de sua estrela em apenas 25 dias e está em rotação sincronizada: o mesmo lado permanece sempre voltado para a estrela.
Agora, os pesquisadores pretendem investigar a composição dessa atmosfera e buscar outros indícios de habitabilidade, como a presença de água líquida na superfície. O modelo desenvolvido pela equipe também deverá ser aplicado ao estudo de outros exoplanetas.
AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Toda sexta, uma seleção das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.

Inscreva-se aqui

Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters pela manhã de segunda a sexta-feira.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *