Como Mauricio de Sousa virou enredo de Carnaval e patrimônio cultural de São Paulo

Como Mauricio de Sousa virou enredo de Carnaval e patrimônio cultural de São Paulo

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Introdução
Mauricio de Sousa, o gênio por trás da Turma da Mônica, teve seus 90 anos celebrados com um grandioso desfile de escola de samba no Anhembi. Mais de 30 mil pessoas reviveram o universo de Mônica, Cebolinha e companhia, em uma homenagem emocionante que destacou seu papel crucial na alfabetização e na cultura brasileira.

Desfile inédito no Anhembi celebrou os 90 anos de Mauricio de Sousa.
O evento “Dia M” reuniu mais de 30 mil pessoas em clima de Carnaval.
Homenagem destacou o papel da Turma da Mônica na alfabetização e “leitura do mundo”.
Carros alegóricos gigantes e mil profissionais recriaram o universo mauriciano.
Apresentação dividida em 5 atos contou a trajetória e inspirações do cartunista.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Fantasias, comissão de frente, carros alegóricos e o Sambódromo do Anhembi lotado. Parece fevereiro, mas estamos em junho. O Carnaval já acabou faz tempo, mesmo assim, mais de 30 mil pessoas voltaram à avenida. O motivo? Celebrar os 90 anos de Mauricio de Sousa do jeito mais brasileiro possível: com um desfile digno de escola de samba.
A vida e a obra do criador da Turma da Mônica, universo que reúne mais de 400 personagens, finalmente ganhou uma homenagem à altura de seu legado. Há décadas, Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Chico Bento e companhia são cruciais para a alfabetização de milhões de brasileiros, ao mesmo tempo em que apresentam, em histórias simples porém com boas sacadas, diferentes sotaques, culturas e realidades do país.

Não é exagero dizer que muita gente aprendeu primeiro a “ler o mundo” pelos gibis antes mesmo de decifrar as letras. A ideia conversa com um dos conceitos centrais idealizados pelo pedagogo e patrono da educação brasileira Paulo Freire: a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Poucas obras da cultura nacional fizeram isso com tantas gerações quanto a Turma da Mônica.

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Com o objetivo de transformar o legado do maior alfabetizador do Brasil em espetáculo, o desfile reuniu carros alegóricos de até cinco toneladas, esculturas gigantes inspiradas no universo mauriciano, mais de mil profissionais – entre criadores, bailarinos, performers e técnicos –, trilha sonora original e uma plateia que somava crianças, pais e avós com sorrisos deslumbrados e/ou nostálgicos ao rever personagens tão familiares. 

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“Eu tive uma ideia”
A apresentação, batizada de “Dia M” pelo Instituto Maurício de Sousa, se dividiu em 5 atos para contar as nove décadas de vida do quadrinista.

Tudo começou com o carro “Eu tive uma ideia!”, lema que também entoava na música original tocada durante todo o desfile, relembrando os “eurecas” que foram constantes na mente do cartunista durante a criação de todo o seu universo. 

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Em “Maurício, o menino que imaginava”, as inspirações para ter boas ideias (música, pintura, literatura, cinema, dança, teatro, desenhos) foram reunidas, assim como sua infância junto à avó (que se transportou para os gibis como a Vó Dita de Chico Bento) e a época do criador como repórter policial da Folha de S.Paulo.

– (Rafael Strabelli/Divulgação)

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Até os inúmeros “sins” e “nãos” recebidos ao longo da carreira ganharam uma ala própria, lembrando que o maior universo dos quadrinhos brasileiros não surgiu do nada, e sim foi resultado de uma longa construção. No próximo ato, “O Brasil que Maurício desenhou”, nosso país foi representado de diversas formas: Papa-Capim e Jurema homenageavam os povos originários; Chico Bento, Rosinha, Zé Lelé e a Vila Abobrinha lembravam o interior do país; Hiro e até Tábata, garota amante de mangás e artes marciais, homenageavam a imigração japonesa.

Denise surgiu como símbolo de mulheres fortes, enquanto Bidu, Floquinho, Monicão, Chovinista e os demais pets dos gibis dividiam espaço com Franjinha e uma ala dedicada à ciência. 

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O momento mais aguardado veio com um enorme carro alegórico reunindo praticamente toda a Turma principal: Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão, Milena, Luca, Dorinha, Marina, Jeremias, Nimbus, Do Contra e Anjinho apareciam cercados por esculturas gigantes de Sansão, Horácio e Jotalhão. 

– (Rafael Strabelli/Divulgação)

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