Nasa dá adeus à MAVEN, o histórico orbitador de Marte

Nasa dá adeus à MAVEN, o histórico orbitador de Marte

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Introdução
Após 11 anos de sucesso, a missão MAVEN da Nasa, dedicada à atmosfera de Marte, é encerrada. O orbitador, que mediu a interação solar e a perda atmosférica, falhou em restabelecer contato. Seus dados, cruciais para futuras missões humanas, revelaram como tempestades solares moldaram o planeta.

Missão MAVEN: 11 anos de estudos sobre a atmosfera de Marte, superando expectativas.
Descobertas cruciais: como tempestades solares aceleraram a perda atmosférica de Marte.
Impacto futuro: Dados essenciais para a segurança de astronautas em futuras viagens.
O mistério da falha: a sonda perdeu contato e entrou em modo de segurança, sem recuperação.
Legado científico: Mais de 800 publicações baseadas nos ricos dados coletados.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) foi a primeira missão da Nasa dedicada a estudar a atmosfera de Marte, utilizando uma nave de mesmo nome, enviada para orbitar o planeta. Até hoje, ela é a única espaçonave capaz de medir simultaneamente a atividade do Sol e a resposta da atmosfera marciana.
Inicialmente, a missão estava prevista para durar apenas um ano – mas acabou permanecendo em operação por 11. No dia 3 de junho, porém, a Nasa anunciou oficialmente o seu encerramento.

O motivo remonta a dezembro do ano passado, quando, de repente, a MAVEN deixou de enviar sinais ao passar por trás de Marte. Os dados indicavam que todos os sistemas estavam funcionando normalmente. Mesmo assim, quando a nave emergiu do outro lado do planeta, o contato não foi restabelecido.

Desde então, a Nasa tenta recuperar a comunicação com o orbitador, sem sucesso. Em fevereiro, a espaçonave foi considerada irrecuperável e incapaz de continuar cumprindo seus objetivos científicos.
Agora, a agência inicia o processo de desativação da missão, que inclui, antes de tudo, a preservação e organização do enorme conjunto de dados coletados ao longo de mais de uma década de operação.

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“Os dados científicos que a MAVEN nos forneceu são essenciais para determinar que tipo de proteção contra radiação e medidas de segurança devemos adotar antes de enviar humanos a Marte”, afirmou Louise Prockter, diretora da Divisão de Ciências Planetárias da Nasa, em comunicado.
A missão reuniu informações sobre a interação de Marte com o Sol, seu clima, a presença de água e aspectos relacionados à habitabilidade do planeta, analisando principalmente sua alta atmosfera e a ionosfera.
Entre suas descobertas mais importantes está a constatação de que tempestades solares – eventos em que o Sol libera grandes quantidades de plasma e radiação, como uma “explosão” – aceleram a erosão da atmosfera de Marte. A MAVEN também mostrou que esse processo contribuiu para transformar Marte em um planeta mais frio e árido ao longo do tempo.

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Além disso, a missão registrou diferentes tipos de auroras em Marte, observou a passagem do cometa 3I/Atlas pelo planeta e auxiliou na retransmissão de dados enviados pelos rovers da Nasa na superfície marciana.
Ao todo, a agência estima que a equipe da missão produziu mais de 800 publicações científicas. Mesmo com a falha ocorrida no ano passado, a MAVEN é considerada um grande sucesso para a exploração espacial.
O que deu errado?

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A Rede de Espaço Profundo (DSN) da Nasa detectou que, durante a passagem por trás de Marte, a MAVEN entrou em modo de segurança e começou a girar em uma velocidade extremamente alta. Por isso, as baterias se esgotaram e, sem energia suficiente, o orbitador perdeu a capacidade de se comunicar com a Terra.
A DSN é a rede de telecomunicações da Nasa para missões espaciais distantes. Ela funciona como uma “internet espacial” que permite a troca de informações entre a Terra e espaçonaves.
A causa exata da falha ainda não foi encontrada. A Nasa continua investigando o caso e pretende divulgar um relatório final ainda este ano.
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