Cientistas alteram DNA da cevada

Cientistas alteram DNA da cevada

 (Getty Images/Montagem sobre reprodução)

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Introdução
Cientistas criaram uma nova cevada com mais gordura e que faz bois produzirem menos metano, um gás do efeito estufa. Usada como ração, pode acelerar o ganho de peso dos rebanhos e reduzir o impacto ambiental da pecuária. A variante não é transgênica e está em análise no Reino Unido.

Nova cevada possui teor de gordura mais alto e reduz metano na digestão bovina.
Utilização como ração visa engordar rebanhos mais depressa e combater aquecimento global.
Variante não é transgênica; criada por remoção de uma “letra” de genes específicos.
Mudança inibe bactérias produtoras de metano e acumula 3% mais gordura na planta.
Cevada está sendo analisada pelo governo britânico para possível liberação de cultivo.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A nova cevada tem duas diferenças em relação à tradicional: ela contém um teor de gordura mais alto e produz menos metano quando digerida (1). A ideia é utilizá-la como ração bovina – além de fazer os rebanhos engordarem mais depressa, isso pode reduzir as emissões de metano, um dos gases responsáveis pelo aquecimento global (retém até 80 vezes mais calor do que o CO2).

Ela foi criada pela Rothamsted Research, uma instituição de pesquisa fundada em 1843 pelo cientista e empresário inglês John Lawes (criador de uma das primeiras fábricas de fertilizante artificial). A nova variante não é transgênica, ou seja, não contém DNA vindo de outros organismos.

Os pesquisadores removeram uma “letra” de dois genes presentes na cevada, o SDP1A e SDP1B, que produzem enzimas decompositoras de lipídeos. Com a mudança, esses genes param de funcionar – e a planta passa a acumular cerca de 3% mais gordura nos tecidos conforme cresce. 

Além de tornar a cevada mais calórica, isso inibe a multiplicação das bactérias produtoras de metano no sistema digestivo dos bois. 
Agora, a nova planta está sendo analisada pelo governo britânico, que poderá liberar o seu cultivo no país.

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Fonte 1. “Precision bred organism marketing notice (reference: PBM/25/HOVU/001)”, Department for Environment, Food & Rural Affairs, governo do Reino Unido.

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