O El Niño oficialmente começou – e deve ficar “muito forte” nos próximos meses

Um “Super El Niño” está chegando? O que diz a ciência

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Introdução
O El Niño acaba de ser confirmado pela NOAA e pode se tornar um “Super El Niño”, com 63% de chance de ser muito forte até 2027. Este fenômeno natural, intensificado pelo aquecimento global, pode trazer consequências severas, como enchentes no Sul e secas no Norte do Brasil, exigindo atenção e preparo.

El Niño confirmado pela NOAA, com previsão de se tornar “Super El Niño” até 2027.
Fenômeno pode elevar a temperatura do Pacífico em mais de 2ºC, intensificando seus efeitos.
Impactos esperados incluem aumento de desastres naturais globalmente.
No Brasil: chuvas no Sul, secas no Norte/Nordeste e ondas de calor.
Aquecimento global intensifica as consequências do El Niño, tornando eventos mais severos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Ele já era esperado em 2026. Agora, “O Menino” oficialmente chegou – chutando a porta.
O El Niño, fenômeno climático periódico que aumenta a temperatura média da Terra, acaba de começar, confirmou nesta quinta-feira (11) a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), agência climática federal dos Estados Unidos. Nos próximos meses, ele deve ganhar força e se tornar um “Super El Niño”.

Segundo o órgão americano, que é referência global nas análises e previsões de clima, há 63% de chances desse evento ser classificado na categoria “muito forte” entre 2026 e 2027. Nesse caso, as chances de desastres naturais como enchentes, incêndios florestais, deslizamentos de terras e tempestades extremas acontecerem são maiores.

O El Niño é um fenômeno natural que ocorre em intervalos de 2 a 7 anos e impacta os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do planeta, incluindo o Brasil.
Ele acontece por causa do aquecimento anormal das águas equatoriais do Oceano Pacífico. Quando a temperatura dessa região aumenta em 0,5 ºC em relação à média esperada por vários meses consecutivos, cientistas determinam que o evento teve início. É o que acaba de ocorrer.

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Quanto mais quentes as águas do Pacífico ficam, maior a intensidade do fenômeno. Se elas ultrapassam os 2 ºC de aquecimento, o NOAA classifica o evento como “muito forte” – também chamado, informalmente, de “Super El Niño”. É o que pode acontecer nos próximos meses.
Caso isso se confirme, ele entrará para um grupo seleto de El Niño especialmente fortes dos últimos 50 anos, como o de 1982-83 e o de 1997-98.

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O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024 e contribuiu para a tragédia ambiental no Rio Grande do Sul, com recorde de enchentes, e também trouxe seca e fome para o sul da África, além de ter ajudado a colocar 2024 no topo da lista de anos mais quentes já registrados pela humanidade. E ele nem foi considerado um “Super” pela maioria das agências climáticas. O mais recente dessa categoria aconteceu em 2015 e 2016.
Vale lembrar que é difícil cravar as datas e a intensidade desses eventos, claro, e por isso cientistas usam probabilidades em porcentagens para falar sobre o El Niño e atualizam suas projeções com base em observações em tempo real. Institutos de pesquisa diferentes podem ter resultados distintos, dependendo da metodologia. 
“O Menino” é um fenômeno climático natural que se intercala com sua irmã, a La Niña, que ocorre quando há um esfriamento das águas do Pacífico. Entre os dois, também há períodos de neutralidade, ou seja, sem El Niño ou La Niña. Embora isso seja um ciclo natural que ocorre há milênios, o aquecimento global causado pelos humanos intensifica as consequências do El Niño, tornando os eventos extremos mais frequentes e ainda mais desastrosos.

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Quais as consequências de um Super El Niño para o Brasil?
É difícil prever com certeza os impactos do evento no território nacional, mas há alguns padrões observados por cientistas nas últimas décadas que tendem a se repetir. Veja alguns exemplos:

Aumento das temperaturas médias em grande parte do País, com possíveis ondas de calor.
Região Sul: um aumento intenso nas chuvas, que pode levar a eventos extremos, como enchentes.
Região Norte: diminuição das chuvas em grande parte da região, com possíveis secas, especialmente na parte mais ao norte. Esse quadro aumenta as chances de incêndios florestais.
Região Nordeste: também há uma redução das chuvas na metade mais ao norte da região.
Região Sudeste e Centro-Oeste: os impactos tendem a ser variáveis; em geral, observa-se aumento das temperaturas e das chuvas.

Todas essas mudanças, é claro, têm impactos em áreas da economia e da sociedade brasileiras, como no agronegócio, na disponibilidade de água e na energia elétrica, entre outros. 

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