Laser 3D que monitora o Coliseu será usado no Museu do Ipiranga

Laser 3D que monitora o Coliseu será usado no Museu do Ipiranga

Ler Resumo

Introdução
A tecnologia de escaneamento a laser 3D, essencial na conservação do Coliseu em Roma, chega ao Brasil para proteger outro patrimônio. O Museu do Ipiranga, em São Paulo, adotará o sistema para monitorar sua estrutura, identificar fragilidades e garantir sua preservação. Entenda como funciona essa inovação.

Tecnologia de escaneamento a laser 3D, usada no Coliseu, chega ao Brasil.
O Museu do Ipiranga implementará o sistema para monitoramento de sua estrutura.
A ferramenta cria um modelo digital 3D para identificar fragilidades e problemas de conservação.
Será possível comparar dados pré e pós-restauração para gerir a saúde do edifício.
O projeto visa alimentar um sistema HBIM para gestão e conservação contínua do museu.

Este resumo foi útil?

👍👎

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O Coliseu é o cartão-postal de Roma e está entre as Sete Maravilhas do Mundo Moderno. A construção, datada do Império Romano e concluída no ano 80 d.C., é constantemente monitorada. Ao longo dos séculos, a área enfrentou diversos terremotos e, hoje, ainda está sujeita às vibrações provocadas pelo trânsito e pelo sistema de metrô, que passa quase embaixo do Coliseu.
Entre as tecnologias utilizadas para auxiliar na conservação do monumento está um sistema de escaneamento a laser 3D voltado para edifícios históricos. Portátil e com o tamanho de uma caixa de sapatos, o equipamento consegue escanear toda a estrutura e criar um modelo digital tridimensional, permitindo identificar pontos de atenção e possíveis fragilidades.

O sistema, da Universidade de Ferrara, também na Itália, funciona por meio de raios laser de alta precisão, que mapeiam geometricamente as superfícies da construção. Além disso, ele registra a quantidade de luz refletida pelos materiais, o que ajuda a identificar características como tipo de material, umidade, presença de mofo e outras alterações que podem indicar problemas estruturais ou de conservação.

Além de reunir dados sobre as características físicas, o modelo digital também pode integrar informações sobre sistemas e tecnologias presentes na estrutura.
Agora, essa ferramenta será implementada no Museu do Ipiranga, um dos pontos mais conhecidos de São Paulo. A novidade foi anunciada na semana passada pela professora Beatriz Kuhl, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Segundo ela, os trabalhos devem começar em julho e serão realizados gradualmente, sem interferir no funcionamento do museu. 

Continua após a publicidade

– (Ipiranga Digital/Reprodução)

Construído no local onde Dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil, em 1822, o Museu do Ipiranga foi inspirado em palácios renascentistas europeus. Integrado atualmente à Universidade de São Paulo, o edifício permaneceu fechado para restauração durante nove anos e reabriu ao público em 2022.
Antes das obras, a equipe da Universidade de Ferrara realizou o escaneamento do museu. Agora, o procedimento será repetido pela mesma instituição. A tecnologia também já foi usada para o escaneamento do edifício da FAU-USP, identificando intervenções pontuais necessárias para sua conservação. Confira o resultado do modelo 3D da Faculdade:

Continua após a publicidade

– (FAU-USP/Reprodução)

A proposta é criar um modelo tridimensional completo do estado atual do Museu do Ipiranga, tanto em suas áreas internas quanto externas. Com isso, será possível comparar os dados obtidos antes e depois da restauração e mensurar o comportamento da estrutura após a reforma. Esses dados permitirão criar um sistema de monitoramento do edifício. 
“Para ter dados de fato comparáveis, é fundamental utilizar a mesma metodologia e os mesmos pontos de referência. Dependendo de como o escaneamento é feito, ele pode ter muitas imprecisões. Se for muito bem planejado, com muita consistência, dá resultados muito precisos”, explicou Kuhl em comunicado.

Continua após a publicidade

Mesmo sem enfrentar terremotos como os de Roma, o monitoramento de edifícios históricos é importante para identificar precocemente possíveis danos e problemas de conservação, antes que eles se agravem e demandem reformas invasivas, caras e demoradas.
Além disso, o projeto prevê utilizar os dados coletados pelo modelo 3D para alimentar um sistema HBIM (Modelagem da Informação de Edifícios Históricos, na sigla em inglês), que passará a funcionar como uma plataforma de gestão e conservação do Museu do Ipiranga.
AS MAIS LIDAS DA SEMANA

Toda sexta, uma seleção das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.

Inscreva-se aqui

Cadastro efetuado com sucesso!
Você receberá nossas newsletters pela manhã de segunda a sexta-feira.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *