Bactéria pode causar perda de memória

Bactéria pode causar perda de memória

 (Midjourney/Superinteressante)

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Introdução
Estudos recentes aprofundam a ligação mente-intestino: bactérias intestinais podem causar danos físicos ao cérebro. Uma pesquisa com camundongos revelou que o microbioma de ratos velhos, com a bactéria P. goldsteinii, transferido para jovens, provocou perda de memória. Entenda como isso afeta a saúde cerebral e o que a ciência descobriu.

A profunda ligação entre mente e sistema digestivo, além da ansiedade e depressão.
Como bactérias intestinais podem causar danos físicos e inflamação no cérebro.
Experimento revelador com camundongos: microbioma de ratos velhos afetando a memória de jovens.
A bactéria P. goldsteinii identificada como responsável pela perda de memória.
A presença dessa bactéria inflamatória também em humanos, com possíveis implicações.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Há uma ligação profunda, ainda não plenamente compreendida, entre a mente e o sistema digestivo: nos últimos dez anos, vários estudos apontaram relações entre níveis alterados de certas bactérias intestinais e transtornos como ansiedade e depressão (1). Agora, uma experiência revelou que o microbioma pode ir além – e causar danos físicos ao cérebro.
Cientistas das universidades da Califórnia, Pensilvânia e Stanford colocaram camundongos jovens e velhos para viver juntos. Os ratos têm um hábito nojento, comer cocô uns dos outros, que foi útil para o estudo – porque, ao fazer isso, os animais jovens passaram a ter um microbioma igual ao dos velhos.

Resultado: um mês depois, eles começaram a apresentar sérios problemas de memória, como se fossem muito velhos. Segundo o estudo (2), isso aconteceu devido à bactéria P. goldsteinii, que os ratos jovens herdaram dos idosos. Ela causa inflamação cerebral – e também está presente em humanos.

Fontes 1. ver as reportagens de capa “Seu segundo cérebro” (Super 362) e “Os psicobióticos” (Super 439); (2) “Intestinal interoceptive dysfunction drives age-associated cognitive decline”.

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