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Introdução
O maior tesouro de moedas da Era Viking já registrado na Noruega, com quase 3.000 peças, foi descoberto por detectoristas de metal. O achado, apelidado de “Tesouro de Mørstad”, revela moedas de diversas origens e “hacksilver”, indicando uma nova hipótese sobre a riqueza local. Entenda os segredos desse tesouro milenar.
Maior tesouro de moedas da Era Viking na Noruega, com 2.970 peças, foi encontrado por detectoristas.
Moedas datam de importantes reinados europeus e revelam ausência de moeda norueguesa até 1050.
Além das moedas, foram achados fragmentos de “hacksilver” (prata cortada), usados como forma de pagamento.
A principal hipótese sugere que a riqueza é fruto de acúmulo local, e não de saques vikings.
A região do achado abrigava uma intensa produção de ferro, o que pode explicar o excedente de prata.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O maior tesouro de moedas da Era Viking já registrado na história da Noruega foi encontrado recentemente em uma fazenda do país. Ao todo, mais de 2.970 moedas foram reveladas com a ajuda de detectores de metal simples – os mesmos equipamentos usados para procurar objetos perdidos na praia.
No dia 10 de abril, dois entusiastas da exploração usando detectores de metal, Rune Sætre e Vegard Sørlie, examinavam uma propriedade rural no leste da Noruega. O hobby foi interrompido quando encontraram 19 moedas antigas no local – a dupla então percebeu que aquele poderia ser um achado histórico.
Eles então acionaram arqueólogos da região, que passaram a auxiliar nas buscas. A partir daí, novas moedas começaram a surgir – e não pararam mais. O tesouro quebrou todos os recordes nacionais.
O conjunto foi apelidado de Tesouro de Mørstad, em referência à fazenda onde foi encontrado. As moedas foram levadas ao Museu de História Cultural de Oslo, responsável por sua catalogação e análise.
Segundo a equipe do museu, as moedas foram cunhadas em diversos locais: na Dinamarca, na própria Noruega e, principalmente, na Inglaterra e na Alemanha. Isso ocorre porque, até cerca de 1050, a Noruega ainda não possuía uma moeda própria, o que fazia com que moedas estrangeiras predominassem na região.
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– (Anne Engesveen, Innlandet County/Divulgação)
As peças datam dos reinados de Etelredo II da Inglaterra (governou de 978 a 1016), Canuto II (rei da Dinamarca, Inglaterra e Noruega entre 1016 e 1035), Otto III (imperador romano-germânico de 996 a 1002) e Harald Hardrada (rei da Noruega entre 1046 e 1066, responsável pela criação da moeda nacional).
É provável que as moedas tenham sido enterradas justamente no período em que a cunhagem norueguesa começava a se estabelecer, levando ao desuso das moedas estrangeiras.
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Os desenhos nas moedas são variados, e cada um carrega seu próprio significado. Há exemplares com cruzes, rostos de reis e representações de templos. Algumas, inclusive, apresentam sinais de modificação para uso como joias. O estado de conservação é impressionante, devido às características do solo da região.
– (May-Tove Smiseth, Innlandet County/Divulgação)
Além das moedas, também foram encontrados fragmentos de prata, como joias e broches, que eram utilizados como forma de pagamento.
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– (Innlandet County/Divulgação)
Mas por que tantas moedas e tanta prata no mesmo lugar? Para responder essa pergunta com precisão, ainda são necessárias novas pesquisas e escavações.
Até agora, a principal hipótese dos pesquisadores é que esse tesouro se trata de riquezas acumuladas localmente, e não fruto dos famosos saques vikings que aterrorizavam a Europa medieval.
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Estudos anteriores indicam que essa região abrigou uma intensa produção de ferro entre os anos 900 e 1200, em escala quase industrial. O metal era extraído de pântanos, processado e, então, comercializado com outras partes da Europa. A nova hipótese acredita que essa produção deixava excedentes, o que explicaria o acúmulo de prata por lá.
As escavações ainda não foram concluídas, e a equipe segue em busca de mais moedas ou outros achados históricos. Por isso, parte da fazenda está agora com acesso restrito e sob vigilância.
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