Lagosta de duas cores rara é encontrada nos EUA

Lagosta de duas cores rara é encontrada nos EUA

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Introdução
Pescadores de Cape Cod capturaram uma lagosta raríssima, metade marrom, metade laranja. Com chance de 1 em 50 milhões, o fenômeno é explicado pelo quimerismo. Entenda a ciência por trás da coloração única e a impressionante história de sobrevivência do exemplar que pesava mais de 1kg. Um achado espetacular!

Descoberta de lagosta bicolor (metade marrom, metade laranja) com chance de 1 em 50 milhões.
Explicação científica: o quimerismo, fusão de dois óvulos fertilizados.
Como a coloração única é formada por dois conjuntos genéticos distintos.
Raridade de encontrar um exemplar vivo devido a predadores; este pesava mais de 1kg.
A lagosta foi doada a um aquário e será uma futura atração.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

No dia 16 de abril, pescadores da região de Cape Cod, no estado de Massachusetts (EUA), tinham um dia de trabalho comum a bordo da embarcação Timothy Michael. Tudo mudou quando capturaram, por acaso, uma lagosta (Homarus americanus) com um visual inusitado: dividida ao meio, com um lado do corpo marrom e o outro laranja.
Eles basicamente ganharam a loteria do mundo marinho, já que a chance de um fenômeno desse tipo ocorrer é de cerca de 1 em 50 milhões. 

A explicação científica para essa aparência é ainda mais interessante. No ciclo reprodutivo das lagostas, a fêmea acasala com o macho e armazena o esperma. Depois de dias, ela libera tanto os óvulos quanto o esperma, que são fertilizados fora do corpo. Os ovos permanecem presos ao seu abdômen até a eclosão.

Já a nossa amiga lagosta bicolor surgiu porque, nos estágios iniciais do desenvolvimento, dois óvulos fertilizados entram em contato e se fundiram, um absorvendo o outro. Assim, formam um único indivíduo com dois conjuntos distintos de material genético. Cada metade armazena pigmentos de forma diferente, resultando na aparência de duas lagostas em uma. Esse fenômeno é chamado de quimerismo.

– (Shannon Keresey/Wellfleetshell via Instagram/Reprodução)

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As lagostas vivas não são vermelhas como as que se vê em restaurantes ou supermercados, quando já estão cozidas. A maioria é verde-oliva ou marrom-esverdeado. Algumas apresentam manchas alaranjadas, avermelhadas, verde-escuras ou pretas, além de tons azulados nas articulações dos seus apêndices. A coloração alaranjada vem do pigmento astaxantina. O tom mais escuro, por outro lado, ocorre devido à interação dessa substância com proteínas chamadas crustacianina.
Em outros casos, o animal pode ser metade fêmea e metade macho, em uma condição conhecida como ginandromorfismo.
Além de o próprio nascimento de lagostas assim já ser raro, encontrar um exemplar vivo é ainda mais difícil. Sua coloração incomum a torna um alvo mais visível para predadores. O fato de essa lagosta pesar mais de um quilo indica que conseguiu sobreviver por mais tempo do que o comum, e que se safou de muitos predadores.

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A empresa para a qual os pescadores trabalhavam, a Wellfleet Shellfish Company, doou o animal ao Woods Hole Science Aquarium, da NOAA. O aquário, um dos mais antigos dos Estados Unidos, está atualmente fechado para reforma e deve reabrir no próximo ano, agora com a presença confirmada da ilustre lagosta bicolor.
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