Por que o macaco Punch viralizou? A ciência da fofura explica

Por que o macaco Punch viralizou? A ciência da fofura explica

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Introdução
O macaco Punch virou sensação online, mas sua história levanta uma questão: por que nos apegamos a bichinhos fofos? A ciência explica que a evolução nos programou para sentir ternura por seres com características infantis, garantindo a sobrevivência das espécies.

Macaco Punch: o filhote japonês que viralizou e gerou debates sobre instintos e fofura.
Abandono e acolhimento: Punch foi criado por humanos após ser rejeitado pela mãe.
Comportamento animal: “Palmadas” em filhotes são comuns para ensinar a vida em sociedade.
A ciência da fofura: O Kinderschema explica por que nos apegamos a bebês com características específicas.
Vantagem evolutiva: Sentir ternura por filhotes garante a propagação das espécies sociais.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Como acontece com frequência, a internet está novamente obcecada com um bichinho fofo.
A celebridade da vez, você deve saber, é o macaco Punch do Zoológico de Ichikawa, no Japão. Nascido em julho de 2025, ele foi abandonado pela mãe ao nascer e criado pelos tratadores humanos, que o alimentaram com uma mamadeira.

Sem apoio materno para se inserir na vida social do bando, Punch recebeu uma pelúcia de orangotango, que se tornou sua melhor amiga. Vídeos do macaco abraçando seu brinquedo e sendo agredido por indivíduos adultos viralizaram nas redes sociais nos últimos dias.

 
É difícil não sentir pena e ter vontade de abraçar o pequeno Punch, mesmo sabendo que essas “palmadas” são comuns entre grupos de macacos – é um jeito dos adultos ensinarem a vida em sociedade para os bebês. Nós, naturalmente, tendemos a analisar o caso com uma visão e uma moralidade humana.

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A evolução explica por que sentimos tanto apego a animais que julgamos fofos, especialmente os filhotes. Vamos entender.
A ciência da fofura
Filhotes de humano e de qualquer mamífero compartilham certos traços físicos: olhos e cabeça desproporcionalmente grandes, testa mais alta, nariz pequeno, mandíbula pouco proeminente, braços e pernas curtos e relativamente grossos. Isso é consequência do ritmo particular em que cada pedaço do corpo cresce no útero.
Durante a gestação, o crânio aumenta mais rápido que o tronco; o tronco, mais rápido que os membros. Por isso, chegamos ao mundo cabeçudos e desengonçados, com um centro de gravidade acima da cintura, que é garantia de tombos.

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O fato de que bebês não são versões menores de adultos, e sim criaturinhas com proporções únicas, impacta a seleção natural: nós evoluímos para sentir ternura por coisas com cabeções, olhos enormes e mandíbulas pequenas. Afinal, humanos que acham bebês fofos tendem a cuidar deles. E cuidar do seu filho é cuidar dos seus próprios genes. Esses bebês crescem e herdam dos pais a susceptibilidade à forma infantil. O sentimento de ternura por filhotes é algo que garante a propagação das espécies sociais, e por isso é uma vantagem evolutiva.
O biólogo alemão Konrad Lorenz foi o primeiro a estudar esse fenômeno, na década de 1940. Ele batizou o conjunto de características físicas dos bebês de Kinderschema (em alemão, algo como “molde infantil”) – e propôs que o nosso cérebro vem de fábrica fascinado por nenéns. 
Esse fenômeno também afeta nossa relação com os animais de outras espécies. Como os mamíferos são todos parentes evolutivos próximos, filhotes de cães, gatos e macacos compartilham o Kinderschema conosco. Com espécies mais distantes na árvore da vida, alarmes falsos são comuns: corujas parecem fofíssimas por causa do cabeção e dos olhos, mesmo já sendo adultas.

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A nossa suscetibilidade por coisas fofas é conhecida e muito utilizada pelas agências de marketing, desenhos e por Hollywood para prender nossa atenção. Explicamos isso nesta reportagem completa, que recomendamos a leitura. 
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