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Das tumbas do Egito Antigo ao tapete vermelho de Hollywood, a múmia evoluiu de um ritual sagrado para um ícone do terror e da cultura pop. Descubra como essa figura enfaixada se tornou um monstro cinematográfico e a inspiração para novas produções que exploram seus mistérios.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Na vida real
– (Ilbusca/Getty Images)
A mumificação foi prática comum em muitas culturas ao redor do mundo, mas a tradição dos antigos egípcios – que perdurou por quase 3 milênios – é a mais conhecida. Para eles, corpo e alma eram inseparáveis, e preservar o cadáver era uma forma de garantir a continuidade no pós-vida. Retiravam-se cérebro e vísceras; depois, o corpo seco e enrolado em faixas de linho era armazenado nas tumbas junto a amuletos e itens preciosos.
O filme que inspirou o nome da banda Black Sabbath
Nasce a egitomania
– (Hulton Archive/Getty Images)
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Em 1798, Napoleão invadiu o Egito e levou consigo mais de 150 cientistas. Os registros por eles produzidos, assim como a subsequente tradução dos hieróglifos, fundaram a disciplina da egiptologia e fizeram o interesse sobre a região disparar. O Egito passou a ser explorado à exaustão na cultura pop e inspirou até uma corrente arquitetônica, o art déco. E as múmias, tiradas de seus leitos de morte, viraram objeto de museu; algumas, artefatos comerciais.
O monstro
– (Martin van Maële/Domínio Público)
Diferentemente de criaturas como Frankenstein e Drácula, a múmia que conhecemos do cinema não tem uma única origem literária. Junto com a alta no interesse pelo Egito, o personagem começou a tomar forma na literatura inglesa do século 19, por diversos autores. Foi Sir Arthur Conan Doyle (o criador de Sherlock Holmes), por exemplo, quem introduziu conceitos como o da “múmia vingativa” e o pergaminho que traz o cadáver de volta à vida.
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Luzes, câmera
– (Ullstein bild Dtl./Getty Images)
A Múmia (1932) foi quem fez do personagem um monstro de Hollywood. Com Boris Karloff no papel do sacerdote Imhotep, o filme integra a clássica coleção de terror da Universal, o primeiro universo compartilhado dos cinemas. Karloff, porém, só aparece no look enfaixado na primeira cena. O arquétipo da múmia que conhecemos (muda, monstruosa e toda embrulhada) é fruto dos filmes de Tom Tyler e Lon Chaney Jr., lançados nos anos 1940.
As novidades
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– (Reprodução/Divulgação)
A história de Imhotep se repetiu nos filmes A Múmia dos anos 2000, com Brendan Fraser, e no de 2017, com Tom Cruise (que foi um fiasco). Maldição da Múmia promete ser diferente. Na trama, a filha desaparecida de um jornalista é achada viva dentro de um sarcófago milenar. A ideia é fazer uma “grande história investigativa”, que coloca a múmia “em contraste com um trauma do mundo real”, disse à Super o diretor Lee Cronin.
Leia a entrevista completa com Cronin aqui.
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