Artemis II: astronautas tiveram dois anos de treinamento fotográfico para tirar fotos da Lua

Artemis II: astronautas tiveram dois anos de treinamento fotográfico para tirar fotos da Lua

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Introdução
Os astronautas da Artemis II, que fizeram a primeira missão tripulada à Lua deste século, passaram dois anos em um treinamento para capturar fotos de alta qualidade do satélite. Em microgravidade e a milhares de quilômetros da Terra, eles precisam ter um olhar científico para a superfície lunar.

A missão Artemis II marca um feito histórico, levando humanos mais longe da Terra em uma viagem tripulada à Lua neste século.
Astronautas passaram por um rigoroso treinamento fotográfico de dois anos para capturar imagens de alta qualidade do satélite.
A preparação incluiu aulas de geologia lunar, técnicas de fotografia e expedições em locais na Terra que simulam a superfície da Lua.
Para a missão, a tripulação está equipada com câmeras profissionais Nikon, GoPros e iPhones, garantindo a captura detalhada de dados.
A inovação se estende à equipe de apoio, com a introdução de ‘science officers’ e o ‘Science Evaluation Room’ para otimizar os objetivos científicos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Tirar uma foto da Lua com o celular do conforto da sua casa já é um desafio e tanto – agora imagine no espaço, em microgravidade, dentro de uma pequena cápsula e observando o astro através de uma janelinha.
Foi esse o desafio dos astronautas da Artemis II, que, nesta segunda-feira (6), realizaram um sobrevoo lunar. Além de protagonizarem a primeira missão tripulada à Lua do nosso século, eles entraram para a história ao se tornarem os humanos que viajaram mais longe da Terra até agora.

Mais do que simplesmente observar a Lua, era necessário que a tripulação – Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen – capturasse fotografias de alta qualidade do satélite natural da Terra, valiosas para estudos científicos e futuras missões lunares. A nave só fez um único sobrevoo; errar não era uma opção.

Para isso, eles estavam equipados com dispositivos diversos (três câmeras profissionais Nikon, quatro GoPros e quatro iPhones) e passaram por dois anos de treinamento fotográfico para garantir os melhores cliques.

– (NASA/Divulgação)

Parte dos preparativos foi realizada no Centro Espacial Johnson, em Houston, no Texas. Lá, eles tiveram aulas sobre as características geológicas da Lua, aprendendo sobre suas crateras, suas variações de cor, a reflexividade do satélite e as texturas da superfície.

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A equipe também estudou as melhores técnicas fotográficas para registrar esses elementos com precisão, com especialistas em fotografia.
O objetivo era que os astronautas desenvolvessem um olhar científico sobre a superfície lunar. Eles teriam que identificar estruturas à distância, tirar fotos desses pontos e gravar áudios com descrições tecnicamente embasadas do que estavam vendo. 
No treinamento, os astronautas utilizaram uma réplica da cápsula Orion (a nave da missão) para se adaptar ao espaço interno. Além disso, praticaram com uma “Lua inflável”, posicionada em um ambiente escuro para simular as condições reais de fotografia.
Posteriormente, a tripulação participou de expedições nos Estados Unidos, no Canadá e na Islândia, em locais com características rochosas semelhantes às da Lua – perfeitas para treinar suas habilidades fotográficas.

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Em setembro de 2023, Christina Koch, Jeremy Hansen e Jenni Gibbons (astronauta da equipe reserva da missão) foram ao Lago Kamestastin, no Canadá. O local é uma cratera formada pelo impacto de um meteorito de mais de um quilômetro, ocorrido há cerca de 36 milhões de anos. Ele foi, com o tempo, sendo preenchido por água, formando um grande lago.

– (CSA/NASA/Divulgação)

A região é uma boa representação da Lua, pois possui rochas fundidas pelo impacto do asteroide (assim como ocorre no satélite) e anortosito, um tipo de rocha rara na Terra, mas predominante na crosta lunar. 
O Lago Kamestastin faz parte do território indígena Mushuau Innu First Nation, no Canadá. A visita foi acompanhada por membros da comunidade local e pelo geólogo Gordon Osinski, da Western University.

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Depois, a tripulação completa participou de outro treinamento geológico em um campo vulcânico na Islândia, em agosto de 2024. O local já havia sido usado no treinamento de astronautas das missões Apollo, que levaram o homem à Lua nos anos 1960. A paisagem é semelhante à lunar, com rochas basálticas (escuras, ricas em ferro e formadas pelo resfriamento do magma).

Nessas duas expedições, os astronautas também aprenderam a manusear instrumentos para coletar amostras de rochas, habilidade que pode ser essencial em futuras missões com pouso na superfície lunar.

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As mentes por trás
Esse e outros treinamentos científicos da Artemis II são conduzidos por profissionais da Nasa conhecidos como science officers, incluindo nomes como Kelsey Young, Trevor Graff e Angela Garcia. Eles são responsáveis por garantir que os objetivos científicos, especialmente os relacionados à geologia lunar, estejam integrados à execução da missão. Esse tipo de função não existia nas missões Apollo.

Esses profissionais atuam na Terra, no Centro de Controle da Missão, que monitora em tempo real todas as atividades dos astronautas. Eles fazem a ponte entre o controle da missão e a equipe científica da missão Artemis, localizada em outra sala do centro espacial.
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