Missão Artemis II: quanto tempo os astronautas levarão até a Lua?

Missão Artemis II: quanto tempo os astronautas levarão até a Lua?

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Introdução
Após décadas, a missão Artemis II da Nasa se prepara para levar humanos novamente às redondezas da Lua em 2026. A nave Orion fará um sobrevoo épico de dez dias, passando por trás do satélite natural, testando tecnologias cruciais para futuras bases lunares e as ambiciosas missões tripuladas a Marte. Uma jornada histórica detalhada.

A data e o objetivo ambicioso da missão Artemis II, que visa o retorno humano à vizinhança lunar.
A nave Orion fará um sobrevoo inédito, indo mais longe que as missões Apollo ao passar por trás da Lua.
Descubra como a gravidade lunar funcionará como um “estilingue” natural para a nave Orion.
Os detalhes da viagem de 10 dias, desde o lançamento do foguete SLS até o pouso no Pacífico.
A importância da Artemis II para o futuro da exploração espacial e missões tripuladas a Marte.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Faz décadas que os humanos não chegam pertinho da Lua. Entre 1969 e 1972, seis tripulações do programa Apollo pousaram no satélite natural – mas, desde então, ninguém repetiu o feito. As viagens geralmente levam veículos ou sondas sem tripulação para explorar o solo lunar. Agora, a missão Artemis II, da Nasa, planeja levar os humanos para as redondezas novamente.
O programa é a segunda etapa de um projeto longo que visa levar humanos para a Lua, e, a partir daí, estabelecer uma base que sirva de apoio para futuras missões tripuladas a Marte. 

Depois de sucessivos adiamentos, o lançamento está programado para às 19h23 (horário de Brasília) em 1º de abril de 2026, no Kennedy Space Center, na Flórida. 

A nave que levará a missão, Orion, não irá pousar na Lua: apenas fará um sobrevoo. Serão dez dias de viagem, no total. Entretanto, ela irá mais longe que as missões dos anos 1960 e 1970, já que o trajeto passará “por trás” da Lua.
O processo começa no Centro Espacial Kennedy com o lançamento do Space Launch System (SLS), o foguete mais potente do mundo. Nos primeiros minutos de voo, o SLS executa a função de um motor de arrancada massivo, superando a gravidade terrestre para inserir a Orion em uma órbita inicial ao redor da Terra. 

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Em apenas 1 minuto e 11 segundos, a nave já estará a 12 quilômetros de altitude. Em seguida, a nave se separa dos propulsores e de uma parte chamada estágio central, que são descartados para cair em áreas isoladas do oceano. 
Durante as primeiras 24 horas, a nave viaja em uma órbita elíptica alta – um passeio propositalmente longo para que a tripulação tenha tempo de verificar se o oxigênio, a temperatura e a comunicação estão operando perfeitamente antes de se comprometer com a trajetória rumo ao espaço profundo.
Assim que a prontidão da nave é confirmada, ocorre a manobra de Injeção Trans-Lunar. Utilizando o estágio superior do foguete, a Orion receberá o impulso necessário para escapar da órbita terrestre e seguir em direção ao satélite natural. 

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Entre o segundo e o quinto dia de missão, a tripulação entra na fase de cruzeiro. Durante esse trajeto, a nave viaja por inércia, atravessando milhares de quilômetros de vazio enquanto a equipe monitora a integridade estrutural e a proteção contra radiação. É uma fase de vigilância constante, onde a Orion atua como um refúgio autônomo em um ambiente hostil, preparando-se para o encontro gravitacional com a Lua.
O marco mais importante da missão ocorre por volta do sexto dia, quando a Orion atinge a vizinhança lunar. Diferente das missões Apollo, a Artemis II não entrará em órbita circular baixa, mas utilizará uma “trajetória de retorno livre”. 

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Isso significa que ela passará por trás da face oculta da Lua, a uma altitude de aproximadamente 10.300 quilômetros da superfície. Nesse ponto, a gravidade lunar funciona como uma espécie de estilingue invisível que curva a trajetória da nave, redirecionando-a automaticamente de volta para a Terra sem a necessidade de grandes queimas de combustível. 
Esse método é uma medida de segurança fundamental: o próprio campo gravitacional da Lua garante o caminho de volta para casa, independentemente de possíveis falhas nos sistemas de propulsão principais.
Os últimos quatro dias da missão, do sétimo ao décimo, consistem na viagem de retorno. À medida que se aproxima da Terra, a Orion acelera devido à atração gravitacional do nosso planeta, atingindo velocidades próximas a 40 mil km/h. 

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O encerramento da missão no décimo dia é o desafio final para a engenharia térmica. Ao atingir as camadas superiores da atmosfera, o atrito do ar gera um calor intenso, transformando a energia cinética em plasma ao redor da cápsula. O escudo térmico protege a tripulação enquanto a atmosfera atua como um freio natural. 
Finalmente, após a abertura de uma sequência de paraquedas que reduz a velocidade para um nível seguro, a Orion realizará o pouso suave no Oceano Pacífico, concluindo o teste que abrirá caminho para o próximo pouso humano no polo sul lunar.
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