Por que os gatos sempre caem em pé, segundo a ciência

Por que os gatos sempre caem em pé, segundo a ciência

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Introdução
A ciência finalmente desvendou o mistério da aterrissagem perfeita dos gatos! Um novo estudo japonês revela que a chave está na flexibilidade surpreendente de sua coluna vertebral. Descubra como essa engenharia anatômica permite que eles se virem no ar com uma agilidade quase acrobática.

Estudo japonês desvenda o segredo por trás do ditado popular “gato sempre cai de pé”.
A flexibilidade única da coluna vertebral, especialmente a região torácica, é crucial para a manobra no ar.
Gatos realizam um movimento sequencial, girando a parte frontal do corpo antes da traseira durante a queda.
Pesquisa identificou uma “zona neutra” na coluna torácica que permite giros amplos com pouco esforço.
Os resultados podem aprimorar modelos biomecânicos e até auxiliar no tratamento de problemas de coluna em felinos.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Uma das características mais impressionantes dos gatos é sua aterrissagem praticamente perfeita. Foi justamente essa habilidade que inspirou o ditado popular “gato sempre cai de pé”, usado para se referir a pessoas que, assim como esses animais, conseguem sair ilesas (ou com poucos danos) de situações difíceis.
A explicação por trás dessa capacidade ainda era debatida pelos cientistas – e acabou de ser desvendada por um estudo da Universidade de Yamaguchi, no Japão.

Publicado no periódico científico The Anatomical Record em fevereiro deste ano, o trabalho aponta que um dos fatores chave está na coluna vertebral dos gatos, que tem uma flexibilidade peculiar.

Enquanto a região superior e intermediária da coluna – a coluna torácica – apresenta uma grande flexibilidade, a parte inferior (lombar) é mais rígida. Essa combinação ajuda o animal a controlar o movimento do corpo durante a queda, que é digna de filmes de Hollywood.
Funciona assim: No ar, o gato gira a cabeça e as patas dianteiras em direção ao chão. O movimento é facilitado pela flexibilidade de sua coluna torácica e pelo peso relativamente menor da parte frontal do corpo. A região lombar, mais rígida, ajuda a estabilizar o giro. Logo depois, a parte traseira acompanha essa rotação. 

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– (Yasuo Higurashi/The Anatomical Record/Reprodução)

Assim, o gato torce o corpo em um movimento sequencial e ajusta rapidamente sua posição, ficando com as patas voltadas para baixo antes de atingir o chão.

Aquilo que parecia desafiar a lei da gravidade é uma manobra precisa da anatomia dos gatos. Cada região da coluna se move de forma diferente, em um mecanismo que ajuda a reduzir o risco de ferimentos durante a queda.

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Para chegar a esses resultados, os pesquisadores analisaram a coluna vertebral de cinco gatos mortos, realizando testes mecânicos de força, flexibilidade e resistência.

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Além disso, foram gravados vídeos em câmera de alta velocidade de dois gatos caindo sobre uma almofada, a partir de uma altura de um metro. Os animais usavam marcadores corporais para monitorar os movimentos.

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As gravações mostraram que a parte frontal do corpo gira alguns milissegundos antes da traseira, sugerindo o movimento sequencial.
Os cientistas também identificaram uma espécie de “zona neutra” na coluna torácica, que permite que os gatos girem cerca de 50° com pouco esforço. Isso é até três vezes mais do que a região lombar consegue girar.
A expectativa é que os resultados ajudem a aprimorar modelos biomecânicos de movimento animal e até contribuir para o tratamento de gatos com problemas na coluna vertebral.
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