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Introdução
A tragédia de 54 baleias-piloto na Escócia em 2023 tem sua causa revelada: o grupo encalhou ao tentar proteger uma fêmea com parto complicado. A alta socialidade dos golfinhos foi um fator crucial, além de problemas ambientais que impossibilitaram seu retorno ao mar aberto.
Relatório oficial revela a causa do encalhe de 54 baleias-piloto na Escócia em 2023.
O grupo encalhou ao tentar proteger uma fêmea que enfrentava um parto complicado.
O instinto social desses animais foi um fator chave na tragédia.
Fatores ambientais, como águas rasas e correntes, criaram uma armadilha natural.
Autópsias descartaram doenças e confirmaram a presença da fêmea em trabalho de parto.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em julho de 2023, um grupo de 54 baleias-piloto encalhou na Baía de Tolsta, na Escócia. Foi um dos maiores encalhes registrados recentemente na Europa.
Os animais – que, apesar do nome, se parecem a golfinhos de grande porte – foram socorridos às pressas, mas apenas um conseguiu sobreviver. Alguns indivíduos precisaram inclusive ser submetidos à eutanásia, para interromper o sofrimento, visto que a morte era inevitável.
Até então, a causa da tragédia era desconhecida. A resposta só veio agora, em um relatório de mais de 50 páginas divulgado pelo governo escocês no dia 5 de março. A análise sugere que os golfinhos, na verdade, estavam tentando proteger e ajudar uma fêmea que enfrentava um parto complicado.
– (SMASS (Scottish Marine Animal Stranding Scheme) / University of Glasgow / Scottish Government/Divulgação)
Segundo o documento, o grupo teria seguido uma fêmea que estava parindo e nadava em direção à costa. Ela provavelmente enfrentava dificuldades porque o filhote era grande demais ou estava mal posicionado.
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Golfinhos em geral, e especialmente as baleias-piloto, são animais altamente sociais e companheiros que vivem em grupos. Eles são conhecidos por acompanhar indivíduos feridos, proteger membros vulneráveis do grupo e ajudar no cuidado de filhotes.
Neste caso, acredita-se que as dificuldades do parto tenham provocado uma resposta coletiva do grupo, para proteger a fêmea de predadores ou auxiliá-la durante o nascimento.
O problema é que, ao seguir a fêmea até águas rasas, os animais acabaram presos próximos à costa e não conseguiram retornar ao mar aberto. Isso se deu devido a uma combinação de fatores: vento, relevo do fundo marinho, corrente marítima e a diminuição do nível da água, que criaram uma armadilha natural para o grupo.
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Além disso, a água estava carregada de sedimentos, o que pode ter prejudicado a ecolocalização dos golfinhos, o sistema de navegação baseado em sons que eles usam para se orientar no ambiente.
– (SMASS (Scottish Marine Animal Stranding Scheme) / University of Glasgow / Scottish Government/Divulgação)
Encalhados, o peso corporal dos golfinhos já não é mais sustentado pela água, comprimindo seus órgãos internos. Juntamente com a desidratação e outros fatores, isso leva à morte.
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Assim, um instinto coletivo que normalmente ajuda a salvar indivíduos do grupo pode ter levado ao encalhamento em massa.
A hipótese ganha força porque as autópsias indicaram que os animais estavam em bom estado de saúde, o que descarta doenças como causa do encalhe. Os pesquisadores também identificaram uma fêmea adulta em processo de parto entre os indivíduos analisados.
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