Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, está encolhendo

Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, está encolhendo

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Introdução
Um novo estudo revela que Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar, está encolhendo mais rápido que o esperado. Análises de dados da sonda MESSENGER indicam que o planeta diminuiu entre 10% e 30% a mais do que se pensava, devido ao resfriamento de seu interior desde a formação há 4,5 bilhões de anos. Isso gera cristas e colinas em sua superfície, evidenciando o processo contínuo.

Mercúrio está encolhendo muito mais rápido que o esperado.
O fenômeno é percebido através de colinas e cristas em sua superfície.
Dados da sonda espacial MESSENGER foram cruciais para a descoberta.
Estudar Mercúrio é um desafio devido à proximidade com o Sol.
O encolhimento ocorre pelo resfriamento do seu interior desde a formação.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

O menor planeta do Sistema Solar está ficando ainda menor. É o que afirma um novo estudo, publicado nesta quinta-feira (10) na Geophysical Research Letters, que investigou as mudanças no tamanho de Mercúrio. Já era um fato conhecido que o interior do planeta vem encolhendo há 4,5 bilhões de anos, à medida que esfria desde sua formação. A surpresa, porém, é que o encolhimento aconteceu muito mais intensamente do que o esperado.

Em Mercúrio, esses sinais de encolhimento se apresentam em forma de colinas e cristas, chamadas de estruturas de encurtamento, que se estendem por sua superfície. À medida que o planeta encolhe com o passar do tempo, mais cristas surgem – e o novo artigo mostra justamente que muitas delas passaram despercebidas até agora, escondidas sob crateras e detritos, o que indica que Mercúrio encolheu mais do que se pensava.
O erro na estimativa tem justificativa: investigar Mercúrio é um desafio para pesquisadores. Como o planeta é o mais próximo do Sol, é difícil enviar espaçonaves até lá, e nenhuma sonda foi capaz de investigar o que há debaixo da superfície do planeta até hoje. Também não é possível observar Mercúrio da Terra, já que a luz intensa do Sol torna a tarefa praticamente impossível. 

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Isso significa que os cientistas dependem de dados de satélites remotos para traçar um panorama das camadas internas do planeta. Desta vez, os dados foram cortesia da sonda espacial Messenger. 

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Esta nave-robô foi lançada em agosto de 2004, chegou a Mercúrio em março de 2011 e completou 4.105 órbitas ao redor do planeta antes de ficar sem combustível e colidir com a superfície em 2015. Ao longo de mais de quatro anos de operação, porém, a Messengerfoi capaz de captar muitas informações. 
Foi a partir do acervo de dados coletados pela Messenger que os pesquisadores chegaram a essa nova estimativa do encolhimento de Mercúrio. Liderada por Gaku Nishiyama, do Instituto de Pesquisa Espacial do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), a equipe cruzou dois mapas já existentes do planeta: um mostrando a distribuição das cristas e escarpas formadas pela contração, e outro mapeando a rugosidade da superfície – construído a partir de medições a laser e de imagens da sonda captadas em ângulos diferentes, que permitem reconstruir o relevo em três dimensões. Foi essa comparação entre os dois mapas que revelou o padrão até então despercebido.

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A análise focou na rugosidade da superfície do planeta – gerada principalmente por crateras de impacto e pelos detritos que elas espalham ao redor. É essa rugosidade que pode encobrir as cristas e escarpas formadas pela contração, dificultando sua identificação. Levando em conta esse efeito, os pesquisadores estimam que Mercúrio provavelmente encolheu entre 10% e 30% a mais do que se pensava anteriormente.
Os autores do estudo observam que mesmo esses valores podem estar abaixo da realidade, uma vez que os dados superficiais existentes podem estar incompletos.
Mas por que Mercúrio encolheu?
A resposta tem a ver com sua origem. Assim como todos os planetas rochosos do Sistema Solar, Mercúrio se formou há 4,5 bilhões de anos, durante um período turbulento da história Na ocasião, rochas e asteroides colidiram entre si, e posteriormente se uniram.

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Esse impacto gerou muito calor, que Mercúrio vem perdendo desde então. Atualmente, ele é o planeta com as temperaturas mais extremas do Sistema Solar: as variações térmicas em sua superfície vão de -184º C até 427º C. Isso porque o planeta não tem atmosfera para regular a temperatura.
À medida que seu interior esfria, o planeta desenvolve rugas geológicas na forma de escarpas e cristas – que ficam como pistas para pesquisadores identificarem seu encolhimento. 

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Com cerca de 4.879 quilômetros de diâmetro, Mercúrio já é o menor planeta do Sistema Solar. Ele tem um terço do tamanho da Terra e é tão pequeno que algumas luas, como Ganimedes, de Júpiter, e Titã, de Saturno, são maiores que ele. 
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