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Introdução
Fevereiro na Europa é tempo de eleger a Árvore Europeia do Ano, uma premiação por votação popular que celebra não só a beleza, mas as histórias marcantes e a importância das árvores para o patrimônio natural e cultural. Iniciado na República Tcheca em 2002, o concurso cresceu e hoje estimula a conservação ambiental.
A votação da Árvore Europeia do Ano ocorre em fevereiro O prêmio destaca árvores com histórias ligadas às comunidades locais A competição visa reconhecer a importância das árvores e seus serviços ecossistêmicos A iniciativa surgiu na República Tcheca em 2002 e se expandiu para a Europa em 2011 Em 2026, a votação teve nova regra para equilibrar a disputa e elegeu o Carvalho de Laukiai
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Fevereiro é mês de Carnaval no Brasil. Já na Europa, do outro lado do oceano Atlântico, é tempo de eleição de árvores. É quando acontece a European Tree of the Year (Árvore Europeia do Ano), premiação que escolhe, anualmente, a árvore destaque do continente por meio de votação popular.
Mais do que premiar uma árvore pela beleza, a ideia é reconhecer histórias marcantes ligadas às comunidades locais. Não é uma competição entre espécies, mas entre árvores específicas, enraizadas na história de uma determinada região.
“É um concurso que destaca a importância das árvores para o patrimônio natural e cultural da Europa e a relevância dos serviços ecossistêmicos que elas proporcionam”, diz o site oficial da competição.
Tudo começou em 2002, quando a República Tcheca organizou sua primeira edição nacional da Árvore do Ano. A vencedora foi a Popovský jasan, com 444 votos. A árvore cresce na encosta dos Montes Metalíferos, onde ficava a vila de Popov, hoje reduzida a ruínas. A árvore permanece como uma das poucas testemunhas vivas da antiga comunidade.
– (Gibon na Wikipédia Checa/Wikimedia Commons)
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A ideia fez sucesso e, em 2010, outros quatro países europeus já promoviam seus próprios concursos de Árvore do Ano: Eslováquia, Hungria, Romênia e Bulgária.
Por isso, em 2011, surgiu a proposta de unificar essas iniciativas em uma competição continental. Nasceu o European Tree of the Year, com o objetivo de eleger a árvore mais emblemática de toda a Europa – e, além disso, estimular doações para projetos de conservação ambiental.
A primeira vencedora foi uma tília (lime tree) da cidade de Leliceni, na Romênia. Com mais de 500 anos e cerca de 20 metros de altura, ela servia, no século XVI, como ponto de encontro para os moradores discutirem os assuntos da aldeia.
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– (Tree of The Year/ Kristó Róbert/Reprodução)
Organizada pela Environmental Partnership Association, com apoio da European Landowners’ Organization, a competição é estruturada como uma eleição. Primeiro, cada país participante realiza sua própria votação nacional para escolher a árvore que o representará na etapa europeia.
Isso, por si só, já mobiliza as comunidades locais. Cidades organizam eventos, atividades culturais, concursos de desenho feitos por crianças e outras iniciativas para incentivar a população a visitar a árvore candidata.
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A eleição nacional ocorre no ano anterior para que, em fevereiro, tenha início a votação europeia. Ela começa no dia 1º e segue até o fim do mês. Durante quase todo o período, o público acompanha a contagem de votos, mas, na última semana, os números deixam de ser divulgados para aumentar o suspense. O resultado é anunciado em março, em uma cerimônia realizada no Parlamento Europeu, em Bruxelas.
Atualmente, 16 países participam da competição, e eles não são obrigados a indicar uma árvore todos os anos. O sucesso da iniciativa também inspirou concursos semelhantes no Canadá, na Austrália, no Sri Lanka e até uma competição de Árvore do Ano da Ásia.
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Árvore Europeia do Ano de 2026
Na edição deste ano, a competição adotou uma mudança importante. Pela primeira vez, a vencedora deixou de ser definida apenas pelo número absoluto de votos recebidos. O resultado passou a considerar um sistema de pontuação que pondera os votos de acordo com o tamanho da população de cada país, buscando tornar a disputa mais equilibrada.
Mais de 200 mil pessoas participaram da votação. A vencedora foi o Carvalho de Laukiai, da Lituânia, retratado na capa desta reportagem. Localizado na aldeia de Rukai, a árvore permaneceu por muitos anos praticamente esquecida até que, no ano passado, a comunidade local restaurou seus arredores. Eles até organizaram uma festa para marcar sua revitalização.
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