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“Pecadores”, filme recordista de indicações ao Oscar (16), celebra o blues e suas juke joints. A matéria explora 5 desses templos da música, essenciais para lendas como Robert Johnson e B.B. King, revelando histórias de origem do blues e seu impacto cultural.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Já disponível no HBO Max, Pecadores é o filme com o maior número de indicações ao Oscar deste ano – e de todos os outros.
São 16 nomeações, duas a mais que os recordistas anteriores: A Malvada (1950), Titanic (1997) e La La Land (2016). Dentre as indicações estão a de Melhor Filme, Melhor Direção para Ryan Coogler (Pantera Negra, Creed), Melhor Elenco (um páreo duro para O Agente Secreto, que compete nessa categoria) e Melhor Ator para Michael B. Jordan, que interpreta os gêmeos Smoke e Stack, que decidem abrir uma juke joint.
Trata-se de um tipo de bodega com música ao vivo que servia de refúgio para os agricultores negros da foz do Rio Mississippi. Elas foram essenciais para o blues, gênero musical homenageado por Pecadores.
Abaixo, reunimos a história de cinco juke joints emblemáticas. Confira:
Pode acontecer um empate no Oscar?
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– (Rafaela Reis/Ilustração do Mapa: Rainer Lesniewski/Superinteressante)
1) Three Forks, Gleenwood (Mississipi)
Conta-se que o músico Robert Johnson, o mais lendário dos bluesmen originais, vendeu a alma para o demônio em troca de seu talento. Fundou o “clube dos 27” (do qual Amy Winehouse, Jimi Hendrix e Kurt Cobain fazem parte) com sua morte precoce, em 1938. A hipótese mais aceita culpa uma dose envenenada de uísque – vingança por talaricar a esposa do dono do Three Forks.
2) Club Ebony, Indianola (Mississipi)
B.B. King – que tem para o blues a importância de Cartola para o samba – nasceu, cresceu e ralou em uma plantação de algodão. Ia à espelunca de John Jones porque “ele sabia que os meeiros não tinham dinheiro durante a semana. Ele nos deixava entrar e só pagávamos no sábado.” Jones morreu em 1950 e a estalagem passou por várias mãos até 2008, quando o próprio King comprou e reformou o local.
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3) Blue Front Cafe, Bentonia (Mississipi)
Alega ser a mais antiga juke joint em operação. Em 2021, a banda Black Keys gravou lá o clipe de “Crawling King Snake”, um blues de autoria desconhecida dos anos 1920 cuja versão mais famosa talvez seja a gravada pelo Doors no álbum L.A. Woman. No palco do café nasceu um estilo de tocar violão chamado Escola de Bentonia.
4) Gip`s Place, Cleveland (Mississipi)
Foi o rolê caseiro mais longo do mundo. O anfitrião, Gip Gipson, fez as primeiras jam sessions em seu quintal em 1952 – e repetiu o encontro todos os sábados até morrer, aos 99 anos, em 2021. A essa altura, sua varanda havia se tornado um bar. Gip ganhou um violão de Chuck Berry e uma visita de Keith Richards. E, acredite, ele nunca regularizou o estabelecimento: em 2013, a polícia tentou fechá-lo.
5) Dockery Farms, Bessemer (Alabama)
Latifúndio no coração do condado de Sunflower, onde viviam 35 mil agricultores negros nos anos 1920. Eles se divertiam com violões trazidos por trabalhadores mexicanos – o instrumento chegou nos anos 1890 via América espanhola. Charley Patton, o pai do blues, fez sua fama nas festas da fazenda; os ícones Howlin’ Wolf e John Lee Hooker visitaram o local para aprender com ele.
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