Bolsa de “couro de tiranossauro” falha em vender em leilão

Bolsa de “couro de tiranossauro” falha em vender em leilão

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Introdução
Uma bolsa de “couro de tiranossauro”, criada por reconstrução celular a partir de colágeno fóssil, surgiu no mercado de luxo. Avaliada em milhões, a peça da Efin Levé gerou debates científicos sobre sua autenticidade. Contudo, o leilão em Paris frustrou as expectativas, e a bolsa não encontrou comprador.

Bolsa de “couro de T. rex” da marca Efin Levé.
Processo de criação com reconstrução celular de colágeno fóssil.
Debate científico sobre a real origem das proteínas do dinossauro.
Preço estimado entre US$ 350 mil e US$ 580 mil.
Leilão fracassado em Paris, com a bolsa sem comprador.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Protagonista dos filmes da franquia Jurassic Park e de incontáveis brinquedos de criança, o tiranossauro está extinto há 66 milhões de anos. Mesmo assim, em abril deste ano, o mercado da moda recebeu um anúncio intrigante: o lançamento de uma bolsa de “couro de tiranossauro”.
À primeira vista, pode parecer fake news ou até uma imagem gerada por IA – mas a notícia é real. Obviamente, não se trata de uma bolsa feita com fósseis, mas de uma reconstrução celular do que seria a pele do famoso T. rex.

Lançada pela marca de techwear (roupas tecnológicas) Efin Levé, a bolsa passou por um longo processo científico. A equipe partiu de fragmentos da proteína colágeno preservados em um fóssil do fêmur de um T. rex encontrado no estado de Montana, nos Estados Unidos. Vale lembrar que não se trata do DNA do dinossauro, já que essa molécula não consegue por dezenas de milhões de anos.

A partir daí, os pesquisadores usaram técnicas de biologia computacional e modelagem por inteligência artificial para reconstruir as partes faltantes do colágeno, criando uma estimativa de como seria a sequência genética que deu origem à proteína. Para isso, utilizaram como referência estruturas de proteínas já conhecidas de outros animais, principalmente as das galinhas, parentes mais próximos dos dinossauros.

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Essa sequência foi então sintetizada em laboratório e inserida em células hospedeiras, que passaram a produzir o colágeno, formando, finalmente, o chamado “couro de T. rex”.
A peça é feita a partir dessas células e não utiliza plástico (como o couro sintético) nem exige o abate de animais (como o couro tradicional). Ao mesmo tempo, promete ter durabilidade e composição semelhantes às do couro animal.

– (Lab Grown Leather (LGL)/Divulgação)

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Mas a maior questão não é a qualidade do material, e sim as dúvidas científicas. 
De fato, a bolsa foi produzida com base em fragmentos de colágeno encontrados no fóssil. Porém, para alguns pesquisadores, ainda não é possível afirmar com certeza que essas proteínas pertencem realmente ao dinossauro, já que é extremamente improvável que elas tenham sobrevivido por mais de 60 milhões de anos. Segundo essa hipótese, as estruturas encontradas poderiam pertencer a organismos que colonizaram os ossos ao longo do tempo, como bactérias.
Além desse debate, outros cientistas apontam que, devido ao pequeno tamanho do fragmento de colágeno preservado, a maior parte do chamado “couro de tiranossauro” é, na verdade, derivada das proteínas dos outros animais utilizadas para reconstruir a sequência genética.

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Mesmo assim, a bolsa foi anunciada como o “primeiro produto do mundo feito de couro de T. rex” e uma “bolsa de luxo única”. A expectativa era arrecadar centenas de milhares de dólares. A peça foi avaliada entre US$ 350 mil e US$ 580 mil – cerca de R$ 1,8 milhão a R$ 3 milhões. 
Em junho, foi organizado um leilão em Paris exclusivamente para vendê-la.

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A reação dos compradores, contudo, ficou bem abaixo do esperado. Nenhum lance chegou perto da estimativa: a maior oferta foi de “apenas” US$ 170 mil. A bolsa acabou sem comprador. No fim, comprar uma bolsa de dinossauro não era algo tão desejado quanto a empresa pensava.
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